Engov para o 'diálogo'

Repercutiram mal, na administração municipal, as declarações dadas sexta-feira passada no gabinete do prefeito Barbosa Neto (PDT) pelo secretário estadual de Segurança, Luiz Fernando Delazari, sobre a desocupação da calçada da rua Benjamin Constant, Centro de Londrina.

- A despeito de uma ordem de reintegração de posse concedida pela Justiça de primeira instância no final de setembro, o secretário disse que a PM do Paraná não vai se meter no caso: defendeu ''o diálogo''.


Orégano na imundície

Para a população que precisa da acessibilidade na calçada - acessibilidade cobrada, aliás, pelo Ministério Público (MP) -, é inevitável o cheiro de pizza que começa a pairar no ar. Afinal, praticamente todos os ambulantes já notificados permanecem lá. E o que é tão ruim quanto a (falta de) acessibilidade: nas mesmas condições sanitárias de sempre.


Quando?

Em entrevista ontem à rádio Paiquerê AM, Barbosa se queixou da avaliação de Delazari e garantiu que o Executivo vai agir, independentemente de ação da PM. Uma boa resposta seria o início da propalada reforma pela acessibilidade no local.


Negocião

Também na entrevista, o prefeito deixou nas entrelinhas uma questão, no mínimo, interessante: segundo o pedetista, boa parte ou a maioria dos ambulantes ali na Benjamin são ambulantes apenas no nome - porque, na prática, atuam como comerciantes, empregando, informalmente e em desigualdade de condições com quem paga os impostos ali mesmo, do outro lado da rua, funcionários para manterem, 24 horas, carinhos de lanche.


Estilo de vida

Barbosa deu a entender que uma espécie de investigação sobre essas pessoas revelou que algumas possuem dois, três carros, filhos em escola particular e até apartamento em Balneário Camboriú - de modo que, com tanta vida ativa fora dos arredores do Terminal Central, sequer aparece por lá.



Apelo a Deus

O deputado estadual Antonio Belinati (PP) voltou ontem a falar, no plenário da Assembleia Legislativa, da questão que envolve os ambulantes de Londrina que trabalham no Terminal de Ônibus. Mas o pepista cobrou ''de leve'' as autoridades competentes para resolver o impasse. O apelo mesmo foi feito para outro: ''Queira Deus que eles possam permanecer lá''.


Instituto Traiano

O deputado estadual Ademar Traiano (PSDB) não esconde mais a sua preferência por Beto Richa entre os nomes da legenda para disputar uma vaga ao governo do Estado. Ontem, ele soltou até um número: internamente, Beto teria o apoio de 90% da legenda, segundo Traiano, o que acabaria com as chances de Alvaro Dias se lançar para o mesmo cargo. ''Com todo respeito aos demais, mas a candidatura do Beto é um fato consumado'', defende.



'Gato escaldado'

Depois da queda do palanque em Paiçandu, o deputado estadual Nereu Moura (PMDB), um dos feridos no episódio, disse que vai apresentar um projeto de lei obrigando que qualquer palco tenha autorização de um laudo do Corpo de Bombeiros. ''Não é a primeira vez que temos uma queda. Qualquer dia pode provocar uma morte'', justifica o peemedebista. O projeto valeria não só para palanques políticos. Eventos religiosos ou de música também precisariam entrar na regra.


'Despachantes de prefeitos'

O deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB/PR), ontem em Curitiba, falou sobre sua PEC que tenta dar mais dinheiro aos municípios. No atual modelo de pacto federativo, segundo Kaefer, parlamentar vira ''despachante dos prefeitos dos municípios'', que dependem dos recursos das emendas ao orçamento da União. ''Eles passam mais tempo em Brasília do que administrando suas cidades'', disse. A PEC, embora já protocolada, ainda não enfrentou a primeira etapa na Câmara, que é a análise pela CCJ.


Nada concreto

''A prioridade do PDT é o programa de gestão. Através do programa, surgem os apoios'', do deputado estadual Luiz Carlos Martins (PDT), se esquivando sobre a aliança entre PDT e PT. Os integrantes das duas legendas se reuniram ontem pela manhã.


Perguntinha

Não seria hora de o cidadão que paga os impostos e espera mais resultados que discursos saber quem está manipulando a indústria do comércio informal de Londrina?

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