INFORME FOLHA
Pó de guaraná
Ao que tudo indica, o concurso para a futura Guarda Municipal de Londrina vai deixar muito vestibular de Medicina no chinelo, no quesito concorrência: até a última sexta, terceiro (isso mesmo, terceiro) dia de inscrições para as provas, a Secretaria Municipal de Gestão Pública já contabilizava 4.500 candidatos inscritos. Detalhe: as inscrições vão (ainda) até o próximo dia 23.
Animadinhos
O concurso é para o preenchimento de 200 vagas de guarda municipal, o qual, segundo edital, será remunerado por mês em R$ 1,7 mil. É curioso notar o quanto funcionários terceirizados de órgãos públicos em Londrina estão animados com as provas. Sinal de que a terceirização compensa só a algumas partes do processo?
Mais animadinhos ainda
Em tempo: bancas de jornais e lojas de xerox no Centro da cidade já estampam cartazes com a nova vedete dos concurseiros: a ''apostila para Guarda Municipal de Londrina''. A indústria do concurso não para...
Comum-unidade
O poder de mobilização da comunidade ontem, em Cambé, mostrou sua força também no campo político: de tanto alardear em rádios e TVs que a manifestação contra acidentes na linha férrea - na última semana, duas meninas morreram - não era iniciativa de políticos locais, cidadãos que organizaram a ação conseguiram atrair quem de fato deveria estar lá: os moradores, reais vítimas do perigo causado pela falta das obras de transposição.
O maior atraso
Fora de palanques (pior: muitas vezes, para caciques políticos) e de discursos oportunistas, mas em ações práticas que resolvam problemas - é nessas circunstâncias que o cidadão comum precisa daquele que ele elegeu. É inconcebível uma região metropolitana do porte da de Londrina, em meio à discussão sobre um trem de passageiros que a ligue à de Maringá e a um tempo relativamente curto dos dois maiores eventos esportivos do planeta (Copa em 2014, Olimpíada em 2016), viver o atraso e a insegurança causados por um trem que corta a cidade ao meio.
- Afinal, ''gestão moderna'' é expressão que só existe em campanha eleitoral? Em que cartilha os marqueteiros têm lido? A da realidade, pelo jeito, não tem sido. Muito menos seus clientes.
Contra vidros 1
O projeto de lei 333/2009, que proíbe a ''comercialização de bebidas envasadas em garrafas de vidro descartáveis'', do tipo long neck, por exemplo, nem entrou na pauta de votação do plenário da Assembleia Legislativa do Paraná, mas já rende polêmica. O peemedebista Dobrandino da Silva, autor da proposta, defende que a medida reduziria a poluição ao meio ambiente.
Contra vidros 2
Mas, entidades ligadas ao comércio de garrafas long neck não aprovam a regra. O principal argumento é o seguinte: os produtos antes vendidos nas garrafas de vidro poderiam ser vendidos em garrafas de plástico, material que também é considerado prejudicial ao meio ambiente.
Contra vidros 3
A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) já tinha se manifestado contra o projeto de lei. Agora, é o Sindilouças (Sindicato das Indústrias de Vidros, Cristais, Espelhos, Louças, Porcelanas, Pisos e Revestimentos Cerâmicos do Estado do Paraná) quem avisa que vai pressionar os parlamentares para rejeitarem a proposta. A matéria chegou na Casa em junho último, mas até agora não foi analisada pela Comissão de Constituição e Justiça.
Anistia
A pauta da semana na Assembleia Legislativa do Paraná deve começar com a discussão do projeto de lei do governo do Estado que ''anistia'' dívidas de oito municípios, incluindo Londrina, com o Fundo de Desenvolvimento Econômico. Juntas, as dívidas representam quase R$ 960 milhões e foram feitas entre as décadas de 70 e 90, para conceder benefícios a indústrias que se instalavam por aqui.
Lixo
A Prefeitura de Apucarana poderá alterar diversos itens do edital da licitação que irá selecionar a empresa especializada em engenharia sanitária que passará a operar os serviços do aterro do Município. A determinação é do Tribunal de Contas do Estado, que considerou irregular a exigência de documentos na fase de qualificação técnica das concorrentes, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e o Programa Controle Médico e Saúde Ocupacional, só são obrigatórios na etapa de assinatura do contrato com a empresa vencedora. A Prefeitura tem 30 dias para acatar os pedidos do TCE.
Perguntinha
Quantas vidas ainda serão perdidas nas ferrovias do Paraná por conta da inércia de quem deveria assumir, para si, a responsabilidade pelo problema?





