Silêncio estratégico

O advogado Guilherme Gonçalves, do escritório que atende o vereador afastado Rodrigo Gouvêa (PRP) em Curitiba, afirmou ontem que o cliente vai falar com a imprensa, mas só na semana que vem e em entrevista coletiva. Gouvêa deixou anteontem a carceragem do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), após 23 dias de prisão preventiva.


'Refresh'


Segundo o advogado, o parlamentar agora ''vai descansar e se inteirar do que aconteceu'' no período em que esteve preso - ainda que, em várias oportunidades, advogados dele em Londrina tenham admitido que supostos sinais de depressão tenham sido notados depois que Gouvêa viu, na TV, a mãe dele chorando. Para Gonçalves, a prisão ''foi um linchamento psicológico''.


CP na Câmara


E a soltura do vereador não põe fim a outras situações que ele ainda tem pela frente: na próxima semana, o plenário da Câmara define se abre ou não Comissão Processante (CP) que pode - ou não - pedir cassação do mandato do parlamentar, acusado pela Corregedoria da Casa de suposta quebra de decoro parlamentar.


Pendências


Já na Justiça, onde responde a quatro ações (duas cíveis e duas criminais), Gouvêa ainda não tem marcada audiência na 4 Vara Criminal, de onde saiu o decreto de prisão preventiva e na qual, assim como o farão as testemunhas de defesa e acusação, prestará depoimento.


Sem refresco


Enquanto aguarda o sinal verde para entrar no Mercosul, o presidente venezuelano Hugo Chávez elegeu um novo inimigo. As armas do defensor do socialismo do século XXI (?!) tira da mira - pelo menos por enquanto - os EUA e volta suas forças contra o... ar-condicionado.


Tempo quente


Sim, caro leitor. Chávez mandou restringir o uso do aparelho nas empresas. Com direito a multa, inclusive. Medida polêmica, quando os termômetros estão passando dos 30ºC em Caracas.


Sem cantoria


É que a Venezuela passa por uma grave crise energética. Ah, continua valendo o pedido do presidente para que a população evite cantar no banho. Chuveiro, só por três minutos. Se a moda pega...



Peso da queda


A queda do palanque em que estava o governador Roberto Requião (PMDB), em Paiçandu, na última quinta-feira, foi o principal assunto das conversas entre aliados do prefeito Beto Richa (PSDB) na festa de lançamento da versão curitibana do Bolsa Família. O tema divertiu os convivas, especialmente a versão que dava conta de que o ''peso político'' de Requião teria levado ele e seus aliados para o buraco.


Passou e...


Os vereadores do bloco de oposição ao prefeito Beto Richa (PSDB) votaram esta semana pela aprovação de um crédito adicional de R$ 1.788.000,00 para a construção do Complexo Poliesportivo Francisco Derosso. A obra será realizada a pedido do presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB), em um terreno que foi doado pelo vereador à Prefeitura. Segundo o próprio Derosso, a construção do complexo foi uma exigência feita por ele na ocasião da doação do imóvel.


...ninguém viu


Segundo a vereadora Professora Josete (PT), os parlamentares da oposição acharam estranha a disposição da Prefeitura em homenagear o avô de Derosso, mas votaram mesmo assim pela aprovação do crédito. ''A gente não sabia que o terreno tinha sido doado por ele com essa condição'', explicou. A abertura de crédito adicional para o projeto foi aprovada na última terça-feira.


Leitor 'desafia'


''Dou um pirulito para quem mostrar algo de concreto nesses anunciados feitos ontem (quinta-feira) pelos ministros do governo Lula, em Londrina. E um bombom para quem me provar que o evento não foi mero palanque eleitoral. Como era mesmo o nome oficial daquilo?''

- Esses leitores são muito exigentes, chegam a ser chatos. Por que não fazem igual a justiça eleitoral? Nem campanha o governo pode fazer!



Perguntinha


Se para o secretário de Segurança Pública, o efetivo da polícia paranaense ''dá conta do recado'', por que então abrir concurso para mais 2,5 mil policiais?

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