INFORME FOLHA
História da Skol
A economista Maria da Conceição Tavares, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entrou em contato com a FOLHA, ontem, para falar mais do fundador da antiga Skol de Londrina, seu pai, Fausto Tavares.
- A FOLHA, dias atrás, contou a história da Skol em Londrina, ascensão e fechamento. A reportagem repercutiu pelos detalhes que muitos desconheciam. A reportagem também citou a falta de um destino para o antigo prédio.
- Sobre o fundador faltavam alguns detalhes que a professora não pôde fornecer. Ela alegou que estava de repouso por causa de forte gripe.
Quem era o idealizador?
Conta Maria da Conceição Tavares que Fausto Tavares nasceu em Portugal, no distrito de Aveiro, no dia 28 de abril de 1906. Veio para o Brasil em 1948 com a intenção de entrar na importação de vinhos portugueses. Mas ao verificar que o câmbio da época não favorecia o negócio de importação de bens não essenciais, resolveu montar uma fábrica de cerveja no Rio de Janeiro que pouco depois teve de vender para a Brahma, monopolista nesse ramo.
Aventura no Paraná
Resolveu então partir para Londrina que era um mercado novo onde montou uma nova fábrica de cerveja. A Cervejaria Londrina teve mais tarde o mesmo destino da primeira, só que desta vez foi comprada pela Companhia Antártica Paulista.
- Com o dinheiro da venda, se instalou em São Paulo onde se dedicou à construção civil e, mais tarde, à pecuária, comprando fazendas em Mato Grosso e em Goiás. Faleceu em São Paulo aos 78 anos, como resultado de uma trombose.
Lembrança de Conceição
A professora Maria da Conceição Tavares, ainda estudante de matemática em Lisboa, veio a Londrina visitar os pais em 1952, quando da inauguração da fábrica. ''Lembro de uma cidade bandeirante no meio de uma imensa região de terra fértil que levava 7 horas de carro desde São Paulo, por estradas de terra'', ela recorda.
Olha o urubu!
Enquanto o prédio da Câmara de Londrina era novamente esvaziado ontem para a vistoria de um engenheiro da UEL que analisaria as rachaduras na estrutura, um cidadão que passava pelo local se espantava com outra cena: um urubu dando um rasante e pousando bem na fachada do prédio.
- Mal sabia o desconhecido que: 1 - os urubus, geralmente em número de dois ou três, há tempos sobrevoam o Legislativo londrinense, no sentido literal; e 2 - rachaduras há tempos são percebidas no plenário, no sentido conotativo.
É culpa deles!
Curioso é que ontem ninguém quis culpar a imprensa - discurso que é moda, ultimamente, para alguns parlamentares mais ávidos por algum tipo específico de eleitorado - pelas rachaduras. Pelo menos, ainda não!
Vai um pé de coelho aí?
Mais curioso ainda é que, no começo desta semana, um eleitor sugeriu a um funcionário da Casa, em alusão à suposta contratação de assessora fantasma, que o prédio fosse benzido. Mal sabia ele que ''sal grosso'' era ontem expressão corrente entre quem tem acompanhado uma sucessão de notícias de assombrar popularidade de político...
Contas irregulares
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná informou no final da tarde de ontem que as contas da Prefeitura de Guaratuba, relativas ao exercício de 2007, foram consideradas irregulares. A decisão é da Primeira Câmara do TC, que aprovou parecer prévio sobre as contas, de responsabilidade, na época, de Miguel Jamur. Na prestação de contas anual foram constatadas falhas na administração das contribuições previdenciárias patronais e dos servidores.
- O relator da prestação de contas, auditor Ivens Linhares, propôs a aplicação de 46 vezes a multa administrativa de R$ 114,15 ao ex-prefeito de Guaratuba. O valor total da multa corresponde a 46 contas correntes do município cujos extratos não foram enviados ao TC.
Perguntinha
O que mais preocupa o eleitor londrinense as aparentes fissuras no prédio do Legislativo ou a frequente presença dos vereadores no noticiário por desvio de conduta?





