Bra­ve­za no­va­ta

Quando tomou posse, em 1º de janeiro, o vereador Rodrigo Gouvêa (recém-expulso do PRP) desdenhou a ameaça de processo feita pela Executiva municipal do partido. Em tela, estava o apoio do novato à candidatura de Sandra Graça (PP) à Presidência da Câmara. Ali começava se mostrar um ruidoso vereador.


Bola de cristal


Ao se defender das declarações de dirigentes partidários que o ameaçavam de processo, Gouvêa disse não ter recebido ''nenhum apoio'' durante a campanha ao Legislativo e fez dois prognósticos: 1 - ''Podem me expulsar se quiser''; e 2 - ''Vocês vão se surpreender com o Rodrigo Gouvêa''.


Surpresa!


Hoje, nove meses depois, surpreende mesmo ler esse tipo de declaração e ouvir a Presidência Estadual do PRP alegar que entre os documentos que embasaram a expulsão de Gouvêa, anteontem à noite, estão três cheques da coligação que, agora, se sentiu traída pelo vereador. A infidelidade relatada, porém, teria sido dois meses após a eleição da Mesa - no ''terceiro turno'' da eleição para a Prefeitura. Alguém do PRP se surpreendeu?


Delazari se esquiva


O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, não disse nem que vai nem que não vai à Assembleia Legislativa caso seja mesmo convocado para depor na Casa para explicar a atuação da polícia no caso da chacina ocorrida em Curitiba no último sábado.

- ''Esse é um problema da Assembleia, não é uma questão minha. Eu sou um secretário de Segurança Pública e não privada, e estou disposto a falar para todo mundo, como estou falando com vocês (a imprensa) agora'', disse ele em coletiva de imprensa, ontem de manhã.


'Abutres'


Delazari criticou, no entanto, a postura de alguns deputados estaduais e de outros políticos que, segundo ele, aproveitaram-se da situação. ''O que eu não aceito, o que acho um absurdo são esses abutres que querem ganhar prestígio e palanque em cima de corpos de vítimas de uma tragédia como essa. É lamentável, seja na Assembleia Legislativa, no Congresso Nacional, onde for.''



Toque de recolher


O secretário também criticou a divulgação de que a chacina teria ocorrido em retaliação à população que não teria obedecido um suposto toque de recolher imposto pela quadrilha de traficantes no local. ''Nunca houve um toque de recolher'', afirmou o secretário, que disse lamentar que esta versão tenha ganhado tanta repercussão: ''Não sei qual o benefício que isso traria para a cidade, para o Estado''.


Herança maldita?


Questionado sobre a idade média dos integrantes da quadrilha - entre 18 e 25 anos - Delazari afirmou que o histórico de criminalidade dos últimos 15 anos mostra que a idade média dos criminosos tem reduzido no Brasil todo. ''É fruto de uma geração perdida, da desintegração familiar, econômica'', disse, no que foi emendado por um dos presentes ''e por falta de políticas públicas''.

- Sem perder tempo, aproveitou para dizer que é falta de políticas adequadas, sim, e jogou a bola para os governos dos últimos oito anos anteriores à Requião, que teria de pautado pela privatização dos serviços públicos.



Renegociação


A praça de atendimento da Prefeitura de Londrina abre as portas hoje para atender os interessados em aderir ao Programa de Recuperação Fiscal (Profis). Das 8h às 13h, funcionários da Secretaria de Fazenda atenderão a população. O programa, que já negociou R$ 26 milhões, foi prorrogado até do dia 23.



Sem concurso


O Tribunal de Contas (TC) do Paraná apurou irregularidades em contratos para a prestação de serviços médicos da Prefeitura de Umuarama (Noroeste do Estado). A inspeção do Tribunal apontou que alguns profissionais contratados para a prestação de serviços já pertenciam ao quadro de servidores da Prefeitura, no cargo de médico. As vagas disponíveis nas áreas de enfermagem e psicologia foram preenchidas por profissionais contratados, quando deveriam ser providas mediante concurso público.


Perguntinha


Não é sempre mais cômodo imputar os problemas de violência e insegurança aos governos anteriores do que adotar medidas para combater os problemas?

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