Infiel ou não?


A Executiva estadual do PRP julgaria ontem à noite o vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) sobre suposta infidelidade partidária. A sigla apura denúncia de que Gouvêa, ao apoiar Barbosa Neto (PDT) no novo segundo turno, teria sido infiel ao partido, coligado ao PSDB de Luiz Carlos Hauly.


Argumento frágil


O presidente estadual do PRP, Jorge Luiz Martins, afirmou que o processo disciplinar contra o vereador dispõe de documentos como declarações, fotos e outros materiais que caracterizaram infidelidade.

- Em entrevistas, Gouvêa vinha afirmando que o apoio a Barbosa teria sido liberado pela executiva local. Para o presidente estadual do PRP, contudo, a justificativa é frágil: ''A Justiça Eleitoral local já havia decidido que se mantivessem, no novo segundo turno, as coligações do primeiro. Foi uma desobediência à determinação judicial e uma quebra da fidelidade partidária''.


De prima


Além do processo na Executiva, Gouvêa, vereador de primeiro mandato que assumiu com o discurso de que jamais o veriam no Ministério Público (envolvido em, alguma investigação, por exemplo), responde a duas ações ingressadas pelo MP: uma penal e outra civil pública. Nos bastidores, ainda que a suposta infidelidade partidária fosse o mote do processo, as duas ações pareciam ter peso razoável na curta vida pregressa do filiado.


'Animais transitórios'


Seria comum, não fosse curiosa - e ambígua, por que não? -, uma declaração do prefeito Barbosa Neto (PDT), ontem de manhã, na coletiva em que anunciou as primeiras mudanças no secretariado: ''Somos todos transitórios aqui'', disse o prefeito eleito no terceiro turno.


'Animais políticos'


De fato, se o Supremo der ganho de causa ao (aparente) novo rival Antonio Belinati (PP), prefeito eleito no segundo turno, mas cassado pelo TSE, definitivamente Barbosa estaria hoje na condição de transitório, além, obviamente, da limitação dos quatro anos de mandato. Instantes depois, Barbosa fechou com outra definição: ''Somos animais políticos; partidários, ou não, isso é uma opção do cidadão''.


Alegre fauna


Falar em animal na política remete a uma série de bichinhos mais ou menos agradáveis. Da ligeira raposa ao intrépido e instável cavalo; do malandro macaco ao ligeiro gato, ''de sete vidas''. Nada escapa à metáfora do animal racional.


A la Usain Bolt


Curiosa também a mudança de postura do prefeito de Londrina da coletiva de manhã às declarações à tarde, referente ao assunto merenda escolar. Questionado na coletiva sobre a notificação judicial contra ele pedida pela SP Alimentação, foi taxativo. ''Há interese político por trás. Estamos moralizando, abrindo para outras empresas, mas óbvio que algumas não querem largar o osso'', disse, lembrando que a empresa teve o nome estampado ''nas páginas policiais e deixou a desejar''.

- À tarde, o prefeito disse que era preciso ''tratar do assunto'' com a SP; horas depois, a informação oficial de acordo provisório entre as partes estava firmado.



Corrente ficha limpa


Deputados federais e senadores são alvo de uma onda de mensagens eletrônicas pela aprovação do projeto de lei dos fichas sujas. O texto, de iniciativa popular, determina a inegibilidade de candidatos com condenações judiciais. A mensagem defende que ''nos próximos anos, com a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 o Brasil terá uma grande chance de mudar o seu destino, porém isto não será possível com tantos abusos no nosso atual sistema político''.



Pela internet


Quem registrar uma solicitação junto a Ouvidoria do Governo do Estado poderá agora acompanhar o andamento dela diretamente no site da instituição. Na hora de registrar uma reclamação, sugestão ou elogio -o que pode ser feito por telefone, pela site ou pessoalmente - o cidadão recebe dois números: o de atendimento e o código para consulta. São esses números que permitem o acompanhamento da solicitação no site www.ouvidoria.pr.gov.br.



Perguntinha


Que outros ''animais políticos e transitórios'' estariam prestes a desembarcar do governo Barbosa Neto?

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