INFORME FOLHA
O mandato de Arns
O PT reivindica para si o mandato do senador Flávio Arns, que deixou o partido em protesto contra o apoio ao presidente do Senado, José Sarney, apesar da tantas denúncias de irregularidades.
- Independente do que determina a lei, se a Justiça der ganho de causa ao PT quem perde é o Senado e a política paranaense.
Por quê?
Flávio Arns é considerado um político limpo, tanto que não concordou em blindar Sarney, o velho e matreiro político estilo ''coroné'' do Nordeste. Mandato político não é igual ônibus de linha que você troca o motorista e a máquina continua cumprindo o trajeto.
- O sucesso de um mandato depende muito de quem o detém.
- Mais: independente do que diz a lei, o brasileiro não vota em partido, vota no candidato. O PT e a Justiça sabem.
Impertinência
Se a Justiça assenhorear-se do mandato de Arns e entregá-lo ao partido, certamente não estará interpretando a vontade popular. Ainda mais no caso de Flávio Arns, cuja votação, em grande parte, vem de setores bem definidos, como as entidades representantes das minorias - principalmente aquelas que cuidam de portadores de deficiências. E que são excluídas das políticas públicas.
Pré-sal
O governo está estourando champanhe com muita antecedência. E está induzindo o povo a achar que o Brasil amanheceu rico, assim, num repente. Resultados concretos vão demorar muito.
Segurança reforçada
O presidente Lula associou as compras de equipamento militares da França à necessidade de segurança tendo em vista o pré-sal. Afinal, os donos do petróleo, agora, somos nós. Ironia? Não. O presidente deixou entrever isto no discurso de recepção ao presidente da França.
Só o pré-sal interessa
As fronteiras secas do Brasil estão escancaradas. A Amazônia está sendo ocupada de forma discutível. Mas a segurança agora se volta para o pré-sal.
- Tudo isso para supervalorizar um projeto em véspera de eleições.
Gastança
Pensando bem o governo acredita mesmo em um novo tempo imediato. Dias atrás, a imprensa divulgou aumento de 12,9% nos gastos do governo para orçamento de 2010.
Massa
O movimento de resistência dos ambulantes no Terminal Central Urbano, ontem de manhã, em Londrina, teve cenas de ''apoio'' explícito de gente recém-engajada na causa da categoria - mas profissional, quando a ordem é protestar ''contra o sistema'': alunos da antiga Casa do Estudante da UEL.
Pés frios
O apoio dos estudantes não parece ter dado muita sorte aos ambulantes. Descumprindo ordem judicial desde maio - quando a UEL obteve na Justiça ordem para reintegração de posse do imóvel; reintegração ainda não autorizada, segundo a PM em Londrina, pelo Comando da PM no interior -, ontem os alunos que foram de microfone em punho exigir direitos aos vendedores que tomaram as calçadas da Benjamin Constant os viram perder a liminar na 2 Vara Cível para permanecerem no local mais 90 dias.
Telefone sem fio
O juiz da 2 Vara Cível, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, considerou não ter havido abuso de poder por parte da administração para desocupação da área. Em vez disso, lembrou que a Prefeitura tem uma recomendação administrativa do MP, cobrando acessibilidade na área - o que, se não for cumprida, pode render ação civil pública contra o erário. Curioso é que nenhum dos ambulantes queria (ou sabia) citar sequer o nome do advogado do grupo, Ronaldo Mattar, que acabou entrando com recurso para reverter a decisão.
Microfone gate
Enquanto isso, uma equipe de TV local que estava bem perto da muvuca reforçada por microfone e megafone teve surrupiado, sem pedido de resgate nem retorno, justamente.... o microfone de trabalho.
Perguntinha
Apesar da prometida transferência de tecnologia, o Brasil não estaria embarcando numa canoa furada ao comprar aviões que só a França utiliza e perderam todas as concorrências disputadas?





