MST e a sociedade

É muito provável que depois da denúncia da revista Veja (domingo) o MST (Movimento dos Sem Terra) não tenha o mesmo ibope junto à opinião pública.

- Mas, será que os dirigentes do movimento - dispondo de tanta grana - vão dar bola para a repercussão da denúncia?

- E será que as autoridades têm peito para fazer algo para conter a ousadia do movimento? Pois não enquadraram nem o Palocci! E protegeram o Sarney. Esperar o quê?

- Outra pergunta: Será que o governo está preocupado com a forma de agir do seu aliado e protegido?

- É bom lembrar que a revista fala da fortuna que o governo repassa para o MST.

- As entidades representativas da agropecuária não se manifestam. É estratégia ou medo?


Nedson aprovado

As contas de 2006 do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), com recomendação de aprovação do Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR) mediante 11 ressalvas, foram aprovadas ontem em definitivo pela Câmara de Vereadores de Londrina por 12 votos a quatro. O segundo e último turno ontem registrou mais uma vez a abstenção do vereador Roberto Fortini (PTC), que assinara o parecer conjunto da CCJ e da Finanças indicando a reprovação da matéria. Estavam ausentes Rony Alves (PTB) Paulo Arildo (PSDB).


'Assuntos internos'

Pouco antes do encontro de cerca de uma hora e meia ontem com os vereadores, o prefeito Barbosa Neto (PDT) respondeu à FOLHA o porquê de, mais uma vez, a reunião ser a portas fechadas: porque seriam conversados ''assuntos internos''.



'Adorando isso aqui'

''Eu estou adorando estar aqui na Câmara e com muita saudade de um plenário; não vejo a hora de subir num plenário aí, a minha base foi essa, mas eu creio que nós temos alguns assuntos que são mais internos que devem ser colocados para os vereadores'', justificou o prefeito.



Desconto dos grevistas

A Câmara de Londrina aprovou ontem em segundo e último turno projeto de lei do vereador Marcelo Belinati (PP) que autoriza a administração municipal a devolver o desconto dos dias parados na greve de 2006.

- Pelos cálculos do parlamentar, estão depositados em juízo cerca de R$ 1 milhão que a administração Nedson Micheleti (PT) descontou dos servidores que cruzaram os braços durante 106 dias, de agosto a novembro de 2006, mediante autorização judicial. ''E tem mais R$ 2,6 milhões que ele descontou, da Saúde, e não depositou, agora o Barbosa pode devolver também'', frisou o vereador.



Memorex

Duas emendas à proposta acabaram sendo derrubadas: a que previa a devolução apenas após o trânsito em julgado da decisão e a que previa a correção dos valores pelo INPC - a sugestão é que seja pelo índice usado pelo Judiciário, geralmente maior.

- E se transitar em julgado contra a Prefeitura, no futuro? O autor do projeto explica: ''Não transita, isso depende de acordo entre as partes'', disse, para lembrar: ''E como a administração afirmava que não devolvia por não ter mecanismo legal para isso, mas o Barbosa prometeu a devolução aos servidores, no debate (promovido pelo Sindserv) durante a campanha, o estamos ajudando a poder cumprir essa promessa''.



Aplausos

O governador Roberto Requião (PMDB) aproveitou ontem a ''escolinha'' para elogiar as medidas anunciadas pelo governo federal no marco regulatório do pré-sal. Segundo Requião, a medida do presidente Lula foi ''nacionalista e corajosa''. ''O óleo agora é do Brasil. E o Lula pretende capitalizar o investimento na Petrobras. Na gestão FHC, mais de 60% das ações da Petrobras foram para as bolsas. É a mesma capitalização que eu aqui tento fazer na Sanepar, mas sou impedido pelos tribunais de Brasília.''



União

Gleisi Hoffmann, presidente do PT do Paraná, defendeu ontem a união política em torno da discussão dos royalties do pré-sal. Para ela, os royalties devem ser distribuídos de forma igualitária para todos os Estados, já que haverá mudança também na distribuição do dinheiro proveniente da extração de petróleo.



Perguntinha

Qual das demandas o leitor acha que os parlamentares vão aprovar: o pedido de reajuste dos aposentados ou o aumento de 14,9% dos ministros do Supremo Tribunal Federal (dos atuais R$ 24,5 mil para mais de R$ 27,5 mil)?

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