INFORME FOLHA
Amadorismo no comércio
Acompanhe o depoimento de um leitor.
Na vitrine da loja de um shopping de Londrina vejo um blazer que me chama a atenção pela cor, algo como vinho ou marrom. Lindo! Pergunto ao vendedor: Vamos ver se vocês têm um desses no número que eu uso?.
■ Começava aí uma relação enigmática do vendedor com o cliente.
Formalidade demais
Formal, o vendedor me diz que eu só poderia provar na condição de comprar o blazer, pois ele precisava da presença do vitrinista para tirar a peça da exposição. Em seguida, pegou um paletó cujo manequim seria o equivalente ao do blazer.
■ Achei curioso aquilo, mas tudo bem.
Qual é o enigma?
Depois de provar, eu comento: Ficou meio justo, mas devo emagrecer..., sugerindo que levaria o blazer da mesma forma. E aguardo ele apanhar a mercadoria. Como percebo que há, de novo, certa relutância, agradeço e vou embora. Constrangido, é claro.
Estranho
Minutos depois, passo novamente em frente à loja, após tomar café nas imediações, e percebo que o blazer não estava mais na vitrine. Com uma ponta de inveja por não ter insistido na compra, resolvi perguntar se haviam vendido. O mesmo funcionário disse que sim. Eu acho estranho (o blazer estava em exposição desde sábado) mas não me manifesto.
Formalidade de menos
Imediatamente ele ri e diz que era brincadeira - o blazer apenas fora recolhido pelo jeito. Ora! Sem dizer mais nada resolvo, mais uma vez, me retirar e desistir definitivamente da compra. Ao deixar a loja, dou um passo atrás para confirmar o nome do estabelecimento e vejo funcionários rindo. Fiquei desconcertado.
■ Moral da história: alguns setores do comércio precisam se profissionalizar.
Sai a Consciência Negra...
A Câmara de Vereadores de Londrina retirou de pauta ontem o projeto de lei que tinha por objetivo transformar em feriado municipal do Dia da Consciência Negra o dia 20 de novembro. A matéria recebeu um substitutivo do líder do Executivo na Casa, Sebastião Raimundo da Silva (PDT), que não só acaba com a proposta original, como a substitui por outra: o Dia do Imigrante, data que seria comemorada no terceiro domingo de novembro.
... e entram os adjetivos Ocorre que em Londrina já tem lei (de 1981, do então prefeito Antonio Belinati) que cria o Dia dos Imigrantes, comemorado em 18 de junho. A proposta do substitutivo do líder é a cara da administração: perdida, inoportuna e intempestiva, reclamou o autor principal do projeto do Dia da Consciência Negra, vereador Tito Valle (PMBB).
Descarrego na Câmara
Um funcionário da Câmara de Londrina providenciou um vaso de pimenteira, planta que, no conhecimento popular, é tiro e queda para quebrar o famigerado mau olhado dos nem tão bem intencionados assim. Colocou em local de acesso fácil de pessoas a frequentada sala da assessoria de imprensa. A planta durou algumas poucas horas metade dela secou, sobretudo as pimentinhas.
Aglomeração
A entrevista coletiva semanal concedida na manhã de ontem pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) foi uma das mais concorridas da série iniciada nos primeiros dias de administração. Cerca de 50 pessoas, entre autoridades, jornalistas e convidados lotaram o gabinete do chefe do Poder Executivo Municipal. Apesar de todas as janelas estarem abertas, a aglomeração foi evidente.
■ Em especial em tempos de adiamento da volta às aulas por causa dos riscos de propragação do vírus da gripe A.
Beijinho vetado
A pandemia de gripe A (H1N1) teve uma consequência inesperada na Assembleia Legislativa. Houve quem parasse de cumprimentar com beijos no rosto jornalistas e outros frequentadores do comitê de imprensa. A etiqueta da gripe A transformou os habituais dois beijinhos em um olá de longe. Há quem diga que a mudança foi para melhor.
Perguntinha
Divulgar agora que existem outros atos secretos editados por ex-presidentes do Senado ajudará a livrar a culpa de Sarney de todas as denúncias que pesam contra ele?
Equipe da Folha | [email protected]





