Destruidores de sonhos


O político brasileiro é o maior exterminador de futuros. Sua ação predatória se dá de várias formas: pela omissão, quando a ausência de políticas públicas deixa espaços que são ocupados pelo comércio clandestino ou tráfico. E quando permite a destruição do meio ambiente, por exemplo.

- Destroem o nosso futuro por omissão ou conivência. Ou as duas coisas.


Predadores


A ação predatória dos governantes também ocorre quando eles resolvem agir fazendo obras superfaturadas, criando empregos fantasmas, enfim quando praticam a corrupção ativa e passiva, mas com muita audácia.

- O mensalão foi obra da audácia e da certeza da impunidade. Isto para citar apenas um estrago recente. Sim porque os atos secretos de Sarney remontam os tempos de Collor e Maluf.


Interiorização do crime


Dez anos atrás, temia-se que um dia pudesse ocorrer no então pacato interior as cenas de crimes nas favelas do Rio, vistas só na imprensa e na TV. Pois os bandidos desceram o morro e promoveram a interiorização do crime.

- A posição de Foz do Iguaçu no ranking da violência dispensa qualquer explicação.

- Políticos foram alertados pelas imagens de sangue, mas nenhum projeto preventivo foi realizado.


E as instituições?


Por culpa dos políticos e dos homens públicos em geral - que são a elite do País - as instituições estão desmoralizadas. Sim porque - talvez sem moral - não agem contra o vandalismo político.



Pra mim, não!


Informado de que a CMTU - conforme afirmou em entrevista à FOLHA, na edição de ontem, o presidente da companhia, Lindomar Mota - admite rever o ''indicativo de reajuste'' dependendo do que a CEI apresentasse, o secretário-geral do Metrolon, Gildalmo de Mendonça, minimizou: ''Ele admitiu isso? Para quem? Para nós ele não admitiu nada, ainda''.


Pra eles, sim...


Após a coletiva, contudo, representantes das duas empresas (TCGL e Francovig) admitiram, nos bastidores, que a declaração de Mota fora, sim, questionada pelos empresários junto ao próprio presidente da CMTU, que teria negado a informação. Curioso é que ontem Mota não disse uma palavra sobre o conteúdo da entrevista.


Telefone sem fio


O presidente da CMTU, por sinal, tinha duas entrevistas confirmadas para o horário do almoço, em duas emissoras de TV distintas. Assunto: os trabalhos da CMTU, na definição do valor da tarifa, depois de recebido o relatório da CEI. Instantes depois, a assessoria desmarcou as entrevistas - ambas ao vivo: o vice-prefeito e prefeito em exercício José Joaquim Ribeiro (PSC) desautorizara Mota a falar ''antes de receber oficialmente o relatório da CEI''.


Edis em baixa


O curioso foi que apenas a secretária do prefeito, Camila Giglione, atendeu os parlamentares - sete, ao todo, dos 19 que compõem o plenário. Na guerra de justificativas, a chefia do Núcleo de Comunicação ficou em clara desvantagem: além dos vereadores, funcionários antigos da Câmara confirmaram o que o Núcleo disse desconhecer.

- Para quem sonha com uma relação minimamente estável entre Executivo e Legislativo, o episódio foi uma espécie de balde de água fria para uns, e lenha na fogueira para outros.


Cédula plebiscitária?


Depois de uma cédula no mínimo duvidosa, na votação que, semana passada, deflagrou a greve no transporte coletivo de Londrina, para a votação de hoje - indagado sobre o assunto, bem entendido - o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, garantiu que as propostas de adiamento ou não da greve, nas opções de mensagens à categoria, ''serão claras. E a cédula é plebiscitária'', definiu.



Perguntinha


Será que agora após os estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que aponta Foz do Iguaçu na liderança no ranking de cidades brasileiras com mortes violentas entre adolescentes, o governo do Paraná deixará de pintar o Estado como ilha de tranquilidade?

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