INFORME FOLHA
Ruídos...
A aparente falta de sintonia entre membros da própria base de governo com o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), parece enfim estar saindo dos comentários de bastidores para as ''vias de fato''. Se anteontem Barbosa classificou como ''irresponsabilidade'' a ruptura com as empresas do transporte coletivo - e seu líder na Casa, Joel Garcia, é quem falara nesses termos, no mesmo dia -, ontem já se falou de falta de diálogo entre os dois poderes.
- Detalhe: a própria liderança admite isso. ''Não vejo motivo para gente ficar bicudo com ele, mas há várias cláusulas no contrato que, analisadas pela CEI, comprovam que ele não pode dar reajuste - caso contrário, pode até ser responsabilizado depois'', sinalizou Garcia.
... na comunicação
A CEI afirma já ter repassado para a CMTU e para o prefeito o relatório parcial das investigações de quatro meses. Ontem, às 11 horas, empresários que exploram o serviço em Londrina se reuniram com o presidente da Companhia, Lindomar Mota, contestando a tarifa de R$ 1,99 e solicitando novamente o reajuste. Uma informação: Mota é contador.
'Mesa de negociação'
Hoje, às 9h, a Gerência Regional do Trabalho coordena uma ''mesa de negociação'' convocada, a pedido do Sinttrol, entre as partes envolvidas no transporte. CMTU, Câmara, Sinttrol, Metrolon e Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) estão convocados - o sindicato dos trabalhadores em transporte alegava para tal, até semana passada, demora da CEI em apresentar o valor da tarifa.
- Ontem, a Câmara enviou ofício à PRT comunicando que não vai enviar representantes. A ''mesa de negociação'' será entre quem, portanto?
Farpas
A viagem de dez dias de Barbosa à Europa rendeu alfinetadas sutis na sessão de ontem - mais um sintoma da atribulada relação Legislativo-Executivo. ''O prefeito não precisa ir à Europa para ver que andar de bicicleta é mais saudável e mais barato'', ironizou Tito Valle (PMDB), sobre declarações de véspera do prefeito.
Ônibus na telinha
Os ônibus escolares parados em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, foram alvo, anteontem, do quadro ''Proteste Já'', do programa CQC. Em tom de humor, característico do progama levado ao ar pela Bandeirantes, o questionamento foi quanto à demora do governo do Estado na entrega dos veículos. A matéria do CQC sustenta que os ônibus viraram propaganda política, já que a entrega dos veículos estariam ocorrendo só durante ocasiões ''especiais'', como festas regionais com a participação do governador Requião (PMDB), por exemplo.
Tradição
Em entrevista ontem a uma rádio, a secretária da Educação, Yvelise Arco-Verde, defendeu a entrega dos ônibus em momentos ''especiais'', mas negou que tenha sido um critério único adotado pelo Estado, a ponto de interferir na data de entrega dos veículos.
Caso Barbosa Ferraz
Para reforçar o problema causado com a demora na entrega dos ônibus escolares, o CQC foi até a cidade de Barbosa Ferraz (74 km a leste de Campo Mourão), para mostrar a situação complicada de alunos da zona rural que atravessam um caminho arriscado antes de chegar ao ponto do ônibus. E o veículo nem sempre aparece por lá.
Ataques
Ontem, Requião dedicou parte da ''escolinha'' para rebater a matéria, naquele tom também característico: ''O programa de entrega dos ônibus escolares é único no país'', atacou ele, acrescentando que a matéria foi feita de ''forma malandra e mal intencionada'' pela equipe do CQC.
1.100 veículos
Requião alega que o Estado comprou no final do ano passado, via registro de preço, 1.100 ônibus escolares que, aos poucos, estão sendo entregues pelas fábricas. No estacionamento do Palácio Iguaçu, os veículos ficam aguardando uma vistoria e o registro de propriedade do Detran. No local, conforme revelado pelo CQC, também é ''colado'' um adesivo de propaganda do Estado no vidro do veículo.
Perguntinha
Será que agora o governo do Estado vai acelerar a entregra dos ônibus escolares às prefeituras?





