Luz, câmera...


Na coletiva concedida ontem após retorno da Europa, onde visitou 14 cidades da Alemanha, Itália e Portugal com empresários londrinenses, o prefeito Barbosa Neto (PDT) não perdeu a oportunidade: diante das câmeras, assinou e entregou ao secretário de Fazenda, Denílson Novaes, as ''sobras'' da viagem: de R$ 11.410 disponibilizados pela Prefeitura, gastou, entre diárias, locomoção e alimentação, R$ 9.154,17. O cheque feito foi no valor de R$ 2.256,40.


Baratinho


Para o prefeito, o valor dispendido não carece de preocupação. ''Não tem que se preocupar tanto com o que foi gasto: esses 9 mil e poucos reais é muito barato perto do que foi feito e do que pode vir a ser feito como resultado dessa nossa visita à Europa'', garantiu.


Investigação no MP


Sobre as investigações do Ministério Público, que, durante sua ausência, ouviu dez ex-funcionários de seu gabinete parlamentar - quando era deputado estadual - no inquérito civil público que apura suposto esquema de assessores fantasmas, o prefeito se disse ''inocente''. ''Cheguei a demitir funcionários que durante 60 dias não apareceram para trabalhar. Mas ainda sequer fui ouvido, isso existe desde 2003 e informações por escrito foram feitas e estão em poder da Justiça e do MP'', afirmou.


Ombudsman


Aparentemente intrigado com a cobertura da imprensa em Londrina sobre tudo o que lhe diga respeito, Barbosa concluiu: ''A imprensa dá mais destaque a uma carta precatória (mecanismo pelo qual os ex-assessores foram ouvidos) que a uma quadrilha presa por tráfico de drogas. Posso até entender isso, é normal, sou jornalista e sei como funciona''. Sabe?


Coraçãozão


Questionado sobre o fato de a denúncia em 2003 ter sido protocolada justamente por seu atual braço-direito na CMTU, Agnaldo Rosa, o prefeito garantiu: Rosa está hoje no governo e só sai ''se ele quiser. Eu não tenho rancor''. Sobre o STF ter aceito recurso do prefeito impugnado Antonio Belinati (PP), também durante a visita da comitiva a terras europeias, o pedetista voltou a pôr panos quentes: ''Não tenho apego a nenhum cargo público, e se tiver de sair, saio de cabeça erguida a hora em que a Justiça determinar''.


Manual do bom tucano 1


''No inverno, o bom tucano não troca pena e não pia.'' A frase é do deputado estadual Luiz Accorsi (PSDB) que pulou da bancada aliada a Requião (PMDB) para apoiar o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), possível candidato tucano ao governo do Estado.


Manual do bom tucano 2


Quem não gostou da atitude dos ''tucanos de bico vermelho'' foi o senador Alvaro Dias (PSDB) que alega que o Estado vai na contramão da aproximação do PSDB e do PMDB no plano nacional.


Coração de Requião


O deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT) não botou fé na declaração do Requião que veta uma aliança com Osmar Dias (PDT) para 2010. ''A posição do Requião não é do coração dele'', garante Zucchi. ''É uma posição circunstancial. São coisas políticas do momento, que devem se adequar no futuro. O Requião trabalhou com Osmar, conhece ele, a seriedade dele com a coisa pública'', defendeu.


De fininho


Já Osmar Dias, de fininho, já começou a se aproximar do PMDB. O pedetista andou elogiando a política tributária adotada por Requião e defendeu as empresas públicas do Estado. ''Embora ele tenha disputado a eleição (de 2006) com Requião, o Osmar não deixa de reconhecer os pontos positivos'', explicou Zucchi.


Comando do PDT


Augustinho Zucchi já assumiu o comando do PDT no Paraná. Ele entra no lugar de Osmar Dias, que pediu licença devido à agenda ''atribulada'': ''A ideia é que ele fique mais livre para a participação política. Só hoje, por exemplo, eu assinei uns 400 ofícios. O partido tem uma parte democrática que exige tempo''.


Plano Real


A Assembleia Legislativa estará mais vazia hoje. Integrantes da bancada do PSDB participarão em Brasília de um evento no Senado em comemoração aos 15 anos do Plano Real.


Perguntinha


Se comprovada que a tarifa do transporte coletivo de Londrina estava ''supervalorizada'' desde janeiro de 2006, quem será o responsável por devolver o excedente ao usuário do sistema?

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