INFORME FOLHA
Primeiro, vieram as ONGs internacionais para ''cuidar'' da Amazônia, a pretexto de impedir que o ''pulmão do mundo'' fosse devastado. (A devastação continua célere sob olhares contemplativos de órgãos do governo e das ONGs militantes). Depois, a demarcação do território da Nação Indígena.
- Coincidentemente, a demarcação está sobre um subsolo rico em matérias-primas e minérios.
'Defensores' do brasileiro
Agora o alvo é o agronegócio da cana. A produção de etanol no Brasil usa mão-de-obra escrava, segundo o Departamento de Estado Americano, que inclui o tema (escravidão no Brasil) num relatório sobre tráfico de pessoas.
- Relatório foi montado a pedido do Congresso dos EUA. Muito preocupado com cortadores de cana que vivem em situação análoga à de escravos.
No Paraná também?
Políticos e o governo brasileiros referendam a denúncia: para eles realmente aqui ainda se pratica o escravismo. E como não fazem exceção, isto estaria ocorrendo também no Paraná.
Ninguém desconfia?
Ninguém questiona se tanta preocupação norte-americana com o nosso trabalhador não esconde um interesse comercial, já que fontes de energia suscitam guerra comercial e o Brasil, felizmente, é poderoso nesse item. Tanto em disponibilidade para produzir como em tecnologia.
Interesse comercial
Ninguém questiona se há ou não interesse comercial embutido nessa atitude de justiceiros de que reveste o Congresso americano. Parece até que todos ignoram que EUA e Europa vivem usando barreiras sanitárias para dificultar a entrada de produtos brasilerios.
- Ninguém questiona o forte protecionismo norte-americano e europeu.
O exemplo da China
Três anos atrás, em plena visita do Presidente Lula à China, aquele ''grande parceiro'' comercial mandou de volta cargas de soja consideradas transgênicas.
- O mundo está se fartando de produtos transgênicos de origem animal ou vegetal.
- Enquanto o nosso presidente fazia reverência aos monumentos consagrados em Pequim, os grandes parceiros rejeitavam a soja (que teria as mesmas características da soja norte-americana e argentina).
Exploração da mão-de-obra
Que trabalhadores são explorados nas fazendas (de cana, café, pecuária etc.), ninguém duvida. Este jornal, por exemplo, já publicou dezenas de denúncias. Casos recentes.
Cadê a Justiça?
Se centenas de trabalhadores vivem em situação análoga à situação de escravos é forte motivo para se exigir de órgãos do governo medidas punitivas, repressivas mesmo!
O governo permite!
Por que o governo permite isto? Por que já não interveio? O governo brasileiro, por meio do Ministério do Trabalho, concordou com a gritante situação, confirmando a acusação contra o médoto de produção do etanol.
- Concordou e não anunciou medida alguma. Apenas concordou.
- O que está esperando? E os sindicatos? Por que não pressionam o governo.
Verdade ou mentira
Tanta passividade coloca em dúvida a veracidade do tal trabalho escravo da forma generalizada como foi colocada. Se existe, o governo confirma mas não combate então o governo é complacente.
Prospecção
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), viaja na próxima terça-feira para a Europa. Ele integra uma comitiva de empresários e lideranças da cidade organizada pela Agência de Desenvolvimento Terra Roxa Investimentos, que vai prospectar oportunidades de negócios em Portugal, Alemanha e Itália.
Interinidade
Esta será a primeira vez - passados 50 dias de governo - em que o vice-prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC) assumirá a administração municipal.
Expulsão
O deputado estadual Mauro Moraes (PMDB) deve sair do comando da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa. A cúpula do PMDB quer tirá-lo de lá. Segundo Moraes, as críticas e os questionamentos que fez sobre números apresentados pelo Estado -no que diz respeito à segurança pública - colocaram sua cabeça a prêmio.
- No passado, ele já tinha sido ''expulso'' da Comissão de Constituição e Justiça, por ter votado contra orientação da liderança da situação.
Rebelde
Mas o histórico de confronto com a direção do PMDB é maior, e inclui seu apoio aberto ao prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), em plena campanha eleitoral, no ano passado.
Perguntinha
Alguém acredita que uma campanha publicitária - como a lançada ontem pelo Senado - paga com dinheiro público, ameniza as irregularidades que estão assolando o Congresso Nacional?





