INFORME FOLHA
Exagero nas multas
Perda de cinco pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 127,00. A infração: o condutor estava sem o cinto de segurança (art. 167 do Código de Trânsito). A penalidade foi aplicada no KM 78 da PR-445.
- Cidadão dirige há mais de 40 e tinha prontuário ''limpo''.
Estado autoritário
O Estado brasileiro é omisso e autoritário ao mesmo tempo. É omisso porque não orienta e não age com rigor quando precisa. É autoritário quando exagera na dose.
Punir é preciso
As multas são necessárias. Agora tirar cinco pontos da carteira pelo não uso do cinto é exagero. O não uso do cinto jamais coloca a vida de terceiros em perigo; suas consequências punem o próprio infrator, em caso de acidente.
Situações diferentes
É diferente da situação em que o motorista invade um sinal, uma preferencial ou comete excesso de velocidade. Este coloca a vida de terceiros em risco.
O Estado trapalhão
O Estado, contumaz descumpridor dos seus deveres com os cidadãos, não precisa atropelar o bom senso, ainda que amparado em leis. Seus legisladores têm que ter discernimento para não exagerar nas investidas contra o contribuinte, o trabalhador.
No país da impunidade...
No país da impunidade, ora se permite barbáries, ora pune com excesso no sentido mais autoritário que a lei permite. A lei é autoritária.
- Um Legislativo que não prima pela ética impõe paradoxos como este.
Dupla punição
Pergunta-se: multar e retirar pontos da carteira não caracteriza dupla punição?
Primatas da gestão pública
Sabe aqueles políticos que não dão sequência a uma obra só porque ela foi projetada ou iniciada na gestão do seu adversário? Você pensou que esse tipo havia desaparecido com os novos tempos? Não desapareceu.
HU
O superintendente do Hospital Universitário (HU) de Londrina, Francisco Eugênio de Souza, procurou ontem os vereadores para cobrar ação junto aos deputados federais visando atrair à unidade verba vinculada a emenda parlamentar de R$ 20 milhões para ações de saúde no Paraná. O superintendente já fez a mesma cobrança da própria bancada londrinense no Congresso Nacional.
Bastidores
Corria ontem nos corredores políticos a versão de que um deputado federal que atuou fortemente na campanha eleitoral londrinense estaria articulando a aplicação integral da verba em sua cidade.
Lotado
A verba é mais que necessária ao HU já que, 31 dias após a megainaguração do Pronto Socorro, com direito a palanque eleitoral do governo Requião, a unidade já está superlotada - tem 71 pacientes em 42 leitos. Sem dizer que na UTI, 12 pacientes estão sem leito.
Licença
Chamou ontem atenção a resposta do município ao pedido de informações do vereador Rodrigo Gouvêa (PRP), informando que a empresa Seleta Ambiental, que presta serviços terceirizados de capina, roçagem e coleta de lixo, não tem licenciamento ambiental.
Tarifa
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em segunda votação, o projeto de autoria de Tito Valle (PMDB) que proíbe a prefeitura de conceder reajuste na tarifa dos ônibus antes do relatório final da CEI do Transporte.
Sanção
O projeto sobre a tarifa contou com o apoio do líder do Executivo, Joel Garcia (PDT), mas é uma incógnita se ele será sancionado pelo prefeito Barbosa Neto (PDT).
Eleição antecipada
Na ''escolinha'' de ontem, o governador Roberto Requião (PMDB) convidou os senadores Osmar Dias (PDT) e Alvaro Dias (PSDB), além do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), e do seu vice-governador, Orlando Pessuti (PMDB), para integrarem a mesa de um debate transmitido pela TV Paraná Educativa. Os quatro são pré-candidatos ao governo do Estado em 2010, mas Requião jura que é coincidência: ele alega que são ''políticos notáveis do Estado'', daí o convite.
Perguntinha
A imediata ''resposta'' do governo londrinense sobre a área destinada para a construção do Teatro de Londrina não parece um ''extintor'' diante de um início de ''incêndio político''?





