INFORME FOLHA
É proibido comprar
Um leitor da FOLHA comprou - pela internet - o equivalente a 131 dólares em mercadorias nos EUA (em reais 229,78, com o câmbio a R$ 1,96). Pagou R$ 256,76 de impostos e taxas. No documento da Receita está bem explícito: 66% de imposto sobre importação, 18% de ICMS e R$ 29,40 de taxa de desembaraço aduaneiro.
- Deixando de lado o abuso dos impostos, a operação fluiu bem. Este, pelo menos, não passou por embaraços, algo frequente nas compras pela internet.
Outdoor
Dias atrás, esta coluna criticou a poluição dos outdoors, na carona de uma proposta da Prefeitura de Londrina visando regulamentar o uso desse veículo de publicidade - de eficácia duvidosa.
- Foi dito que o costume de anunciar em placas vem do tempo da pedra, quando lojas famosas escreviam seus nomes em árvores, nos postes de madeira e nas pedras. É coisa antiga, portanto.
Propaganda no ônibus
Ontem, um leitor perguntou: E as propagandas nos ônibus? Se as enormes placas estáticas poluem, aquelas propagandas colocadas nos ônibus também atrapalham.
- Se a prefeitura não disciplinar rapidinho o uso dos outdoors, teremos propaganda até nos táxis - alerta o leitor.
- Só falta os publicitários e profissionais de marketing defenderem o ''meio'' ônibus como mídia alternativa. Realmente alguns veículos não passam de meio.
Prazo para Nedson
A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem, com 16 dos 19 votos, o parecer do Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR) que recomenda a aprovação das contas de 2006 do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) com 11 ressalvas. Os vereadores votaram o relatório já acatando análise das comissões permanentes de Constituição e Justiça (CCJ) e Finanças, a fim de que o petista tenha ''prazo impreterível de 15 dias, a contar da notificação, para apresentação de defesa.
Mudança no regimento
Como não é a primeira vez que a Casa oferece prazo de defesa a prefeito responsável pelas contas, a Presidência estuda, com a Procuradoria Jurídica do Legislativo, alterações no regimento interno que estabeleçam a medida como regra na análise de pareceres do tipo encaminhados pelo TC.
- Segundo estudiosos do assunto, seria uma forma de a Câmara se precaver de futuros pedidos de anulação de contas reprovadas, baseados na alegação de que não houve contraditório ou ampla defesa.
Tempo integral nas escolas
Também na sessão de ontem, o plenário derrubou parecer contrário da CCJ ao projeto de lei do vereador Sebastião Raimundo (PDT), o qual pretende instituir o regime de tempo integral nas escolas da rede municipal de ensino.
'Consequências nefastas'
O projeto do pedetista - mesmo partido do prefeito Barbosa Neto - pretende que sejam desenvolvidos ''projetos em parcerias com as demais secretarias, inclusive alocando recursos para esse fim'', para que o aluno tenha uma ''formação completa''. Outro ''benefício'', destaca a matéria, é ''retirar a ociosidade e suas consequências nefastas dos nossos alunos''.
E os recursos?
À parte o vício de iniciativa, os vereadores só não expuseram de onde sairão os recursos que serão alocados para deixar na escola os alunos das 7 da manhã às 7 da noite.
- Ao que parece, o ''cortar na própria carne'' hasteado na bandeira moral da atual gestão do Executivo, nem de longe parece influenciar os parlamentares. Até jornal para divulgação dos atos dos vereadores está sendo proposto.
Sem queixa
A ex-assessora parlamentar Kátia Rosana Curtis, que denunciou o vereador curitibano Professor Galdino (sem partido) por assédio sexual, retirou a queixa-crime que havia registrado. Kátia e Galdino se encontraram em audiência no Juizado Especial Criminal para discutir o caso na segunda-feira. Ela teria confirmado a denúncia de assédio, mas decidiu retirar a queixa.
- A ex-assessora não quis falar com a imprensa sobre a desistência. No PV, que expulsou Galdino por conta das denúncias de assédio sexual, ninguém quis comentar o caso.
Perguntinha
Os vereadores de Londrina abririam mão de seus salários e verbas de gabinete para contribuir com a implantação do ensino em período integral nas escolas municipais?





