Outdoor


Está em debate, em Londrina, a ideia de se proibir grandes cartazes de propaganda parada (outdoor). Tudo que implica em proibição não ''pega''. Os governos estão muito autoritários ultimamente.


Proibido proibir


No âmbito federal (o Estado não fica longe), antes de se anunciar uma medida, fala-se, primeiro, da punição no caso do não cumprimento. O setor produtivo vive sob ameaças.


Eficácia duvidosa


No caso dos outdoors o ideal seria que o debate resultasse em um conjunto de regras para disciplinar o uso desse instrumento. A Prefeitura está certa. A cidade está com um excesso desses cartazes.

- Nesta situação, o excesso significa perda da eficácia. Aliás, essa eficácia já é discutível.


Mutilando árvores


Sugestão às partes interessadas, já que o debate parece resultar em alguma decisão: que não haja proibição, mas que o setor, pelo menos, respeite as árvores. Em Londrina, como em outras cidades, sacrificam-se plantas para colocar outdoor. (Não generalizar).


É publicídio!


Há tempo essa coluna adotou a expressão ''publicídio à brasileira'' para definir o uso inadequado da propaganda. Exemplo: a propaganda oficial é contraproducente porque intoxica as pessoas de tanto apelo.

- É um desrespeito. Propagandas caríssimas, com inserções a todo momento. Podem ser chamadas de contrapropaganda.

- Serve de alerta ao amontoado de outdoors. Ninguém merece tanta poluição.


Ambiente


Leitor da FOLHA está sugerindo o seguinte: ''Eu jamais proibiria os outdoors, mas pediria aos seus responsáveis que levassem em conta o fator ambiente''.


No tempo da pedra


Os outdoors são ''coisa antiga'', dizem os leitores, lembram o tempo em que lojas tradicionais escreviam seus nomes nas árvores e nas pedras, ao longo das rodovias de terra. Eram simpáticas aquelas placas das Pernambucanas e Riachuelo, grandes nomes do mercado.

- É hora de repensar o ''meio'' (publiciário gosta desse termo) outdoor. De tão grandes eles parecem sugerir que o transeunte não enxerga. Conforme o local, o outdoor parece agressivo.


Sanção


Até mesmo os vereadores de oposição em Maringá acreditam que o prefeito Silvio Barros (PP) vai sancionar o projeto aprovado na Câmara que mantém 105 comissionados no Legislativo. O projeto que previa um corte maior de comissionados foi rejeitado pela base de apoio ao Executivo.


Ação


Segundo o vereador Humberto Henrique (PT), quando o projeto entrar em vigor poderá dar lugar a uma ação judicial pela afronta ao princípio constitucional da proporcionalidade. ''Uma Câmara não pode ter mais comissionados que efetivos. Mas temos que esperar a lei entrar em vigor para questionar na Justiça.'' O Legislativo maringaense tem hoje 38 funcionários concursados.


Silêncio


O prefeito Silvio Barros, que tem sido pressionado por 41 entidades da sociedade civil a vetar o projeto de redução de comissionados por considerá-lo muito tímido, manteve ontem um silêncio obsequioso - e nada disse sobre a eventual sanção ou não do projeto.


Habilitação suspensa


A Mesa Executiva da Câmara de Curitiba convidou o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, para ''prestar esclarecimentos'' sobre a resolução que determinou a apreensão de carteiras de habilitação suspensas e até prisão de motoristas que se recusarem a entregar o documento.



Vereadores notificados


Dos 38 vereadores da Câmara, pelo menos nove já teriam recebido a notificação do Detran por ter ultrapassado o limite máximo de 20 pontos na Carteira de Habilitação. Um dos vereadores, que tinha a habilitação suspensa, entregou o documento somente depois que policiais civis foram a sua casa para buscá-lo, uma das medidas previstas na resolução.


Perguntinha


O que mais seria preciso esclarecer sobre a resolução que determina a apreensão de carteiras de motoristas suspensas que não esteja claro na legislação?

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