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Ontem à tarde, durante o depoimento do diretor da TCGL, Gildalmo de Mendonça, à CEI do Transporte Coletivo, na Câmara de Londrina, uma equipe da Rondas Ostensitvas Tático Móvel da Polícia Militar (Rotam) foi chamada pelo presidente Joel Garcia (PDT). Ela ficou 15 minutos na Câmara e foi embora.


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À saída do depoimento, Gildalmo disse que desconhecia a ''visita'' da PM. ''Deve ser por causa de vocês'', brincou com os jornalistas. E o presidente da CEI, Joel Garcia, afirmou que se tratava de um procedimento rotineiro em todos os depoimentos. Curioso é que ninguém nunca viu a equipe da Rotam na Câmara durante os trabalhos da CEI.


Campanha pró-Beto


O deputado estadual Mauro Moraes (PMDB) negou que tenha pedido votos para o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), durante a inauguração de uma nova linha de ônibus na cidade. Moraes tentou explicar seu discurso, dizendo que apenas fez um ''agradecimento'' ao tucano. ''Eu agradeci ao Beto Richa por mais essa realização e disse que a população certamente irá recompensá-lo com o que o político mais gosta que é a gratidão por meio do voto'', disse.


Na contramão do PMDB


Mauro Moraes acredita que sua posição de apoio ao tucano não vai de encontro aos interesses do partido. O deputado defende uma coligação para a disputa de 2010 - de preferência com o PSDB - ao contrário de alguns correligionários. ''Eu falo o que penso. Muita gente diz uma coisa para a imprensa e nos bastidores está batalhando por coisa diferente'', comentou.


Aposta em Pessuti


Enquanto Moraes manifesta sua preferência por uma coligação, a direção do PMDB continua apostando na candidatura própria. De acordo com o presidente estadual do partido, deputado Waldyr Pugliesi, estava marcada para ontem uma reunião na casa do vice-governador Orlando Pessuti para discutir os ''encaminhamentos'' da candidatura.


Rigoroso e imparcial


O deputado Tadeu Veneri (PT) cobrou ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, uma apuração ''rigorosa e imparcial'' das condições do acidente que envolveu o deputado Fernando Ribas Carli Filho (PSB). ''Não cabe aqui nenhum prejulgamento mas a sociedade precisa e cobra uma explicação racional para o que aconteceu'', disse.


Reabertura da pedreira


O vereador de Curitiba, Jonny Stica (PT), resolveu aproveitar a movimentação da sociedade civil cobrando a reabertura da Pedreira Paulo Leminski. O petista afirma que já aderiu à campanha ''A Pedreira é Nossa!'', lançada no último fim de semana. ''Trata-se de um grupo de pessoas que não se conforma com o fechamento da pedreira. Assim, resolvemos unir forças para a reabertura do espaço artístico mais democrático da cidade'', disse ele.


Barulho: o problema


O espaço foi fechado em 2008 devido a uma liminar da Justiça, que acatou um pedido do Ministério Público do Paraná, feito em nome de moradores da região que reclamam de barulho em dias de shows. ''Entendemos a situação de quem mora perto da pedreira. Mas, criando uma regulamentação criteriosa para o uso e penalidades severas para quem descumprir, minimizamos o impacto para a região'', diz Jonny Stica.



Luta contra expulsão


Edson Feltrin entrou com recurso contra a sua expulsão do PSDB de Curitiba. Se trata de um apelo ao diretório estadual da legenda. Ele era secretário municipal do PSDB, mas acabou entrando em conflito com membros da cúpula, entre eles o vereador João Cláudio Derosso, presidente da Câmara de Curitiba. O recurso teria efeito suspensivo sobre a expulsão.



Motivos


Tudo começou quando a Prefeitura de Curitiba resolveu cancelar os contratos com a Federação Democrática das Associações de Moradores, Clubes de Mães, Entidades Beneficentes e Sociais de Curitiba (Femotiba) após supostas irregularidades. Feltrin, à frente da Femotiba, negou as irregularidades e levantou daí uma relação de empresas ligadas a aliados do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que teriam sido beneficiadas em processos licitatórios da administração local.


Perguntinha


Se é função dos políticos devolver à população o que ela investiu por meio dos impostos na forma de obras, por que então se falar em gratidão a eles?



Equipe da Folha | [email protected]

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