Querem desmoralizar o Brasil


Será que querem acabar com o pudor que ainda resiste ou a hecatombe moral da República está apenas começando? Veja mais uma farra que contribui para o desgaste das instituições, no caso o Judiciário - não bastassem os escândalos que protagonizam o Executivo e o Legislativo.

- No caso a seguir, embora a prática seja antiga, as denúncias vieram à tona na semana passada.



Hecatombe 1


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Direito, tem o hábito de solicitar à Receita Federal e a companhias aéreas privilégios para familiares e amigos nos desembarques em aeroportos do Rio de Janeiro.

- Pedir privilégios a companhias aéreas pode ser defensável (quando se trata de Brasil em que poderosos podem tudo). Agora essa relação - amistosa ou formal - com a Receita deixa muitas dúvidas. E a Receita vai dar a sua versão?

- O que significa tratamento diferenciado para alguém que está chegando de Paris ou Londres?

- A denúncia está na revista IstoÉ de domingo.


Hecatombe 2


Lula defende os deputados na farra das passagens aéreas. Nenhuma novidade. O presidente também teria mandado blindar muitos companheiros envolvidos em denúncias de escândalos, como a operação sanguessuga. Lula tem hábito de minimizar acusações, que nunca chegam ao Planalto.

- O que se fala pela imprensa, embora decepcione, é fichinha perto da forma de agir do Executivo e do Legislativo. Uma relação em geral pouco formal e, às vezes, promíscua, como a negociação de cargos.


Hecatombe 3


Péssimos exemplos vêm em profusão de Brasília. São estímulo à malandragem; vêm do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. A impunidade no centro dos Poderes incentiva delitos Brasil afora. E justificam a violência nas periferias. Por revolta ou por crença. Nada tem consequência.



Malandragem no CNPq


Parece que o Brasil está aprendendo a ''malandrar''. E a malandragem chegou ao CNPq, a outrora veneranda instituição formadora de inteligências para o desenvolvimento científico e tecnológico.

- Tudo indica que nem o CNPq escapou da curva de rio.



Devolver dinheiro


O Tribunal de Contas da União condenou duas bolsistas do CNPq a devolver o dinheiro que custeou seus estudos no exterior. As pesquisadoras Claudine Viegas Conrado e Ana Maria dos Santos Carmo estudaram e não aplicaram o conhecimento para benefício do Brasil. Foram condenadas a devolver R$ 303 mil e R$ 489 mil, respectivamente.

- No fim dos cursos elas não voltaram ao País.



Conta das irregularidades


Como se vê, há mais um foco de farra com dinheiro público. A farra agora é no CNPq. Somente no ano passado, a Controladoria-Geral da União, flagrou 64 bolsistas em situação irregular. No total, esses futuros doutores teriam que devolver cerca de R$ 22 milhões. ®MDUL¯®MDNM¯



E o CNPq como fica?


O que é mais deletério nessa história é que muitos se especializam e vão colocar em prática o aprendizado depois que saem da instituição. O conhecimento é aplicado no futuro emprego, que pode ser uma instituição privada, talvez multinacional.

- Será que Lula vai minimizar também esse caso do CNPq?


Quer desconto na universidade?


A Associação dos Trabalhadores Sem-Terra (pelo nome, tem vínculo com o MST) está engrossando seu quadro de filiados. É que milhares de jovens da classe média baixa de São Paulo têm se filiado a ela. Assim conseguem desconto nas mensalidades das universidades em que estudam. A associação garante descontos de até 60%.



Liderança


Vazou no início da noite de ontem que o prefeito Barbosa Neto (PDT) convidou o vereador Joel Garcia (PDT) para ocupar a liderança do Executivo na Câmara. Garcia coleciona diversas polêmicas em poucos meses de mandato e tem dificuldade em conversar com a oposição. Dá para inferir que o perfil 'trator' de Garcia pode cair bem se o prefeito tiver maioria na Câmara. Caso contrário, o tiro pode sair pela culatra.

Perguntinha


Algum órgão dos Três Poderes consegue resistir a uma auditoria séria?

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