Veja bem
O Plenário da Câmara de Londrina acatou ontem o pedido dos vereadores Roberto Fu, Sebastião Raimundo (ambos do PDT), Rodrigo Gouvêa (PRP) e Ivo de Bassi (PTN) e retirou de pauta por quatro sessões a análise do projeto que prevê o ''secretário ficha limpa''. A proposta, encabeçada por Joel Garcia (PDT), estabelecia a proibição de que o Executivo nomeasse postos de chefia que não apresentassem, dentre outros documentos, comprovante da declaração de Imposto de Renda (IR) e de certidão criminal negativa até sete dias antes da posse.

Memória de elefante?
Ontem estava em análise o parecer contrário à matéria assinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, presidida por Garcia. O relator do parecer, contudo, foi Roberto Fortini (PTC). Há edis contrários à proposta por considerarem que ela é uma ingerência entre poderes.
- Resta saber se a ingerência agora evocada vai ser combatida também no restante do mandato.

Curiosidade
A ficha limpa é cobrada para os chefes de pastas do Executivo (administrações direta e indireta), coincidentemente, também por vereadores que respondem a processo na Justiça Criminal. Se a moda pega...

'Bons antecedentes'
O projeto encabeçado por Joel Garcia, pode representar uma ''dor de cabeça'' ao também pedetista Barbosa Neto. Informalmente, o prefeito eleito teria admitido um ''compromisso'' em nomear Agajan Der Bedrossian, para a Saúde. O ex-secretário da Pasta na última gestão de Antonio Belinati (PP) -entre 1998 e 2000 - já seria um ''nome consolidado'' na nova administração. Barbosa não confirma nem descarta o nome.

Histórico
Em dezembro de 2007, o ex-secretário foi denunciado em uma ação criminal proposta pelo Ministério Público, por tráfico de entorpecentes. Ele e outras seis pessoas estariam envolvidos na prescrição, produção e venda de fórmulas com substâncias psicotrópicas do tipo anfetamina.
- A passagem de Agajan pela administração municipal também foi registrada em um relatório da auditoria do município, em junho de 2003, que aponta irregularidades em licitações promovidas pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS), em 1998, que teriam custado na época, cerca de R$ 240 mil.

Seria um apagão?
A arrecadação da taxa de contribuição para custeio de iluminação pública (Cosip) em Londrina caiu 17% no primeiro bimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo informações da Secretaria da Fazenda da Prefeitura. Em valores, foram R$ 2.957.000,00 contra R$ 2.447.000,00.

Quase parando...
O secretário da Fazenda, Denilson Novaes, deduz que a queda na arrecadação se deve à redução do consumo de energia elétrica, uma vez que a cobrança da taxa varia de acordo com o consumo. Para ele, isto poderia, inclusive, ser interpretado como ''desaceleração'' da atividade econômica.

Direito do consumidor
A Copel, ao ser consultada sobre o assunto, diz que é mera arrecadadora e apenas repassa os recursos às prefeituras de acordo com as regras adotadas em cada Município. A assessoria de comunicação da empresa diz que não pode divulgar valores porque as prefeituras são tratadas como ''clientes''.

Clareando as ideias
Mas a Copel pode informar se houve ou não redução no consumo de energia elétrica. E não houve. Aliás, o consumo em fevereiro deste ano foi 0,5% maior que em fevereiro do ano passado. Diante do exposto, só uma coisa é certa: que alguma coisa não se encaixa bem nesta história.

Universidade da Fronteira Sul
O deputado federal André Vargas (PT) será o relator na Comissão de Finanças e Tributação do projeto de lei que pretende criar a Universidade Federal da Fronteira Sul, de autoria do Poder Executivo.

Cidades
Pelo projeto, o Paraná terá dois campus da universidade, um em Laranjeiras do Sul e outro em Realeza. Em Santa Catarina, a universidade será instalada em Chapecó e no Rio Grande do Sul, em Cerro Largo e Erechim, todas áreas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
- Após análise da Comissão de Finanças o projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovado, será encaminhado ao Senado.
Perguntinha
É mesmo necessário ampliar o leque de gastos da verba indenizatória na Assembleia Legislativa?

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