INFORME FOLHA
Marolinha virou gripe
A manchete deste jornal na edição de ontem foi uma declaração do presidente Lula minimizando a crise. É muito bom ter um presidente otimista. Melhor que um presidente caipora, apelido dado a FHC nesta coluna, quando presidente.
Desemprego
Mas o otimismo só é bom quando tem fundamento. Lula disse que a crise era uma ''marolinha'' e os números logo mostraram o erro porque a crise era grave. Agora diz que a crise vai ''durar pouco'' e a comparou a uma ''gripe em cabra macho''.
Todos querem que o presidente esteja certo. Não está.
De dezembro até agora, a ''marolinha'' fez 750 mil desempregados; são trabalhadores que tinham carteira assinada.
Estatística não é real
São demissões que entram nas estatísticas, de fácil diagnóstico porque são oficiais, tanto que são carteiras que deram baixa. E os temporários? Os informais, os autônomos que não aparecem nas estatísticas? E os atingidos indiretamente? A estatística falseia os números reais.
Tem muita gente em dificuldade com o desaquecimento da economia.
Crise é apenas o pingo d'água
Pensando bem, o presidente tem razão. É quando se faz outra análise. Não se pode debitar as demissões apenas à crise. É preciso levar em conta as precondições, o contexto.
É proibido dar emprego
A crise é apenas o pingo d'água sim. Quem dá emprego hoje é punido por uma legislação trabalhista ameaçadora, executada por pessoas que parecem ter raiva de empresas. Empregador, hoje em dia, quando vai fazer uma rescisão é considerado um vilão. Para depor contra ele qualquer testemunho serve. Empregador é considerado réu.
- Agentes da legislação generalizaram: todo patrão é um explorador.
Encargos
E ainda há os encargos sociais que transformam o mísero salário do trabalhador muito alto para quem paga e muito pouco para quem ganha.
Vulnerável
Diante desse quadro, nem precisa haver recessão para manter a economia engessada. E basta uma marolinha ou uma simples gripe que qualquer cabra macho se rende.
Lula sabe
Lula sabe o que está falando: qualquer marolinha é apenas uma bobagem perto do tsuname que as empresas -as pequenas e médias - enfrentam todos os dias.
Candidato sofre...
Cada veículo de comunicação quer fazer o seu debate com os candidatos. E a cada debate, um festival de promessas, agressões verbais, etc.
Até a TV da UEL (existe, sim senhor!) vai fazer o seu debate.
Tudo indica que os debates que vêm por aí são um repeteco do que foi discutido na Rádio Paiquerê. O assunto parece esgotado.
Atores
O conteúdo dos programas eleitorais bancados pela Justiça Eleitoral vinha bem, mas nos últimos dias os candidatos viraram atores. Na verdade, o eleitor é que devia chorar... de desgosto.
Sessão especial 1
O ex-governador do Paraná Jaime Lerner confirmou presença hoje na sessão especial que a Assembleia Legislativa e a Câmara de Curitiba realizam juntas em comemoração aos 316 anos da Capital paranaense. O deputado estadual Ney Leprevost (PP), um dos organizadores do evento, explica que a ideia é homenagear os ex-prefeitos de Curitiba, ''independente de sigla partidária''. O evento ocorre às 10 horas, no plenário da Assembleia Legislativa.
Sessão especial 2
À tarde, não haverá sessão ordinária na Assembleia Legislativa. Em parte porque o seminário em Foz do Iaguçu sobre a crise econômica na América Sul deve puxar uma parcela de parlamentares. O evento contará com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. ''Podemos ter dificuldade de quórum'', admitiu Nelson Justus (DEM), presidente da Casa.
Sessão especial 3
Para compensar, a próxima semana promete ser quente na Casa. Segunda-feira tem duas sessões ordinárias. Terça-feira também. Na pauta, o salário mínimo regional, a polêmica compra do terreno para o Judiciário e o ''pacote da transparência'' do Legislativo.
Perguntinha
O presidente Lula ainda crê que ignorar a crise ameniza seus efeitos?





