A imprensa tem criticado a farra dos políticos que se ausentaram de Brasília no carnaval prolongando por mais alguns dias o seu ócio muito bem remunerado. A crítica não teria respaldo dos leitores, que querem se livrar dos políticos. O povo diria: é melhor sem eles. Quanto mais passeiam, menos tramam contra os interesses nacionais.

- Ou, quanto mais ''trabalham'' mais prejudicam os interesses da sociedade. Viva a recessão, que venham mais feriados, Semana Santa, etc.


Contágio


O vírus da indiferença dos dirigentes está contaminando os funcionários. A atendente de um Pronto Socorro de Londrina sugeriu ''paciência'' a uma senhora que reclamava contra a falta de estrutura para atender doentes. (Ontem de manhã, numa rádio da cidade).


Sobre o PMDB


Para refletir: há alguma novidade nas acusações - graves - que Jarbas Vasconsellos fez contra o PMDB?


Aleluia!


A Justiça descobriu que invasões de terra são ilegais. Que verbas para movimentos ilegais também são um ilícito. A Justiça brasileira (diligente, ágil, principalmente ágil) interpreta: o rio de dinheiro que move as invasões de terra é fruto de ato ilegal do governo.


Rompendo o silêncio


Ironia à parte, justiça seja feita: o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, até que foi corajoso. Deve estar sendo visto com antipatia pelo Planalto. Ele afirmou que é ilegal o repasse de recursos públicos para movimentos de invasão.

- A Justiça, portanto, rompeu o silêncio. Aleluia! E sobre o não cumprimento da reintegração de posse?


Verbas e ONGs


Quem sabe agora alguém resolve questionar a destinação de verbas eleitoreira para ONGs em geral.


Cadê a reforma?


Reforma agrária que é bom - e urgente - nada. Um dirigente desses movimentos disse que alguns dos ocupantes das fazendas recém invadidas vem de outros acampamentos. A afirmação sugere que o acampamento de onde vieram ainda tem problemas, ou seja a reforma agrária não foi feita. Trabalhadores e crianças continuam debaixo da lona. A respeito das lonas de acampamento, Heloísa Helena, do PSOL, definiu: durante o dia, um calor insuportável; à noite, um frio de rachar.


Sobriedade


Em entrevista à FOLHA, o juiz coordenador do novo segundo turno em Londrina, Délcio Miranda da Rocha, apresentou um ''panorama ideal'' aguardado dos candidatos que disputarão a Prefeitura, Barbosa (PDT) e Hauly (PSDB): ''Agora é um momento para o candidato consquistar o eleitor da forma mais sóbria possível, sem ataques pessoais''.


Sonho ou realidade?


A contar por um primeiro turno, ano passado, em que Antonio Belinati (PP) assistiu de camarote às brigas entre segundo e terceiro colocados, é de se pensar se a dica do juiz será, de fato, registrada pelas campanhas dos dois candidatos. O ânimo (ou seria paciência?) do eleitor, que o diga, já não é o mesmo de 2008. A conferir.


Negado


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou sexta-feira recurso extraordinário que pedia que o processo que confirmou o registro de candidatura de Olizandro José Ferreira (PMDB) a Prefeitura de Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) fosse analisado pelo Supremo Tribunal Federal.

- O motivo da recusa, segundo o TSE, seria de que o recurso foi apresentado fora do prazo.


Sem efeito


A decisão não tem efeitos práticos uma vez que a Prefeitura de Araucária foi ocupada pelo candidato mais votado, Albanor José Gomes (PSDB), o Zezé, que, após ter sido impugnado, também teve o registro de candidatura confirmado pelo Tribunal.


Sem crise


O prefeito Beto Richa afirmou que a crise econômica internacional não impedirá os investimentos na cidade na área social, principalmente nos serviços relacionados à saúde e educação. Segundo a Prefeitura cortes em despesas internas pretendem garantir a continuidade dos investimentos.


Perguntinha


Será que o governo Lula quer reforma agrária?

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