INFORME FOLHA
Celeirão
Interessante olhar a lista de cargos de confiança das administrações direta e indireta, na Prefeitura de Londrina, e relembrar dos (bem) recentes discursos de ''renovação de ares'' na política londrinense e até mesmo a tese de pretensa economia. Órgão que dá mostras de que não conhece mais o conceito de autosuficiência, naturewza que deveria possuir, a Cohab, por exemplo - cuja dívida anual de R$ 20 mi vai sobrar para a Prefeitura bancar -, é um celeiro de apadrinhados de vereadores, partidos e até ex-vereadores.
Eles não desistem
Ex-assessores do não reeleito Sidney de Souza (PTB), por exemplo, Valdíria Pinguelli e Claudemir Rodrigues de Souza são respectivamente conselheira fiscal (salário mensal de R$ 1.231) e assessor da diretoria (salário de 3.398). Alécio Thomaz da Rosa, também assessor de diretoria, recebe R$ 1.626. É filiado ao PT, dono de gráfica em Londrina e trabalhou nas campanhas de André Vargas, para a Prefeitura, e Carlos Afonseca (presidente da Cohab), derrotado à Câmara.
- A diversidade não pára aí: entre os outros que não conseguiram a sonhada vaga de edil em 2008, há ainda Valdecir Trindade, do PSDB (assessor jurídico, salário de R$ 4.456), e Carlos Santa Rosa, do PMDB (diretor administrativo/financeiro, R$ 8.809).
Ligação ''anônima''
Apesar de a Lei Orgânica do Município vedar a nomeação de parentes de secretários, prefeito, vice e vereadores em até terceiro grau, a nora do vereador Renato Lemes (PRB), Miriam Gouveia Lemes, é conselheira remunerada (R$ 1.231) - também na Cohab. Quem a indicou? ''Não sei. Ela recebeu uma ligação. Mas meu filho era conselheiro remunerado na CMTU, na gestão do Nedson, e sempre houve o entendimento de que estava tudo bem'', disse o vereador.
Seguro até demais
Na CMTU, por outro lado, o ofício encaminhado à Câmara peca pela falta de clareza: além de não detalhar os salários de cada assessor, nem mesmo o nome do coordenador de segurança pública, Pedro Marcondes, aparece relacionado na listagem. Outros nomes - indicações do DEM e PMBD, por exemplo - citados nos bastidores também não apareceram.
Coerência intergaláctica
O discurso da transparência, ao que tudo indica, ficou mesmo para as evocações do ex-prefeito Nedson, em épocas de greve. A contar pela tese de quem pediu as informações, Joel Garcia (PDT), o que por aí não é muito animador: o vereador defende ''critérios técnicos'', mas acredita em ''acomodação de forças políticas''. Vai entender.
Merenda
A empresa SP Alimentação vai receber nova solicitação da prefeitura para apresentar documentos fiscais de produtos servidos na merenda escolar de Londrina. A SP não atendeu à primeira solicitação, que indicava prazo de cinco dias para a entrega das informações.
Carne
Dentre os documentos solicitados, estão as notas fiscais de todas as carnes servidas na merenda em 2008. O objetivo é apurar a diferença de valores entre as carnes previstas no contrato e as efetivamente utilizadas - a prefeitura detectou que foram servidos cortes mais baratos aos alunos. O município quer cobrar ressarcimento da SP Alimentação.
Finalmente
A lenta engrenagem do TSE se moveu mais meio centímetro - o que, na prática, deve ser motivo de alívio para os londrinenses. Nesta quarta-feira, o acórdão da decisão que impugnou o registro de candidatura de Antonio Belinati (PP) foi assinado pelo presidente Carlos Ayres Britto.
Publicação
Agora, com o acórdão assinado, só falta sua publicação oficial, o que deve acontecer até a semana que vem. A partir da publicação, abre-se prazo para Belinati apresentar recurso ao STF e tentar restabelecer o registro. A decisão que cassou Belinati é de 18 de dezembro.
Eleições
A definição do emaranhado jurídico envolvendo a candidatura de Belinati é importante para as eleições de Londrina. Em tese, o novo segundo turno pode até ser anulado pelo STF se a tese do ex-prefeito se sagrar vitoriosa.
Participação
A audiência pública de prestação de contas da Prefeitura promovida pela Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização da Câmara Municipal de Curitiba contou com a participação de 20 dos 38 vereadores da Capital. Apesar do número representar pouco mais da metade dos parlamentares já significa um avanço, uma vez que a presença dos vereadores nestas ações costuma resumir-se aos participantes da comissão e poucos representantes da oposição.
Perguntinha
Além de fazer (ainda mais) leis, cabe ao vereador também a função de fiscalizar os atos do poder Executivo. Aceitar a nomeação de uma esposa do próprio filho, portanto, não soa incoerente?





