INFORME FOLHA
Doi Pesos
O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) ocupou a tribuna da Câmara dos Deputados essa semana para reclamar da decisão do TSE de dar posse a José Maranhão (PMDB) como governador da Paraíba, depois da cassação do mandato do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) por abuso do poder econômico. José Maranhão ficou em segundo lugar nas eleições estaduais de 2006.
... e duas medidas
De acordo com Hauly, o TSE tem que explicar a ''matemática esdrúxula'' que o levou a convocar o ''terceiro turno'' em Londrina e a dar posse ao segundo colocado na Paraíba. ''Pergunto: por que dois pesos e duas medidas? Eu gostaria que houvesse um novo turno de eleição na Paraíba, como vai haver em Londrina'', cobrou.
Disputa
Apesar das críticas ao ''terceiro turno'', Hauly reafirmou que vai participar da disputa.
TSE
Consultada, a assessoria de imprensa do TSE, informou que os casos de Londrina e da Paraíba têm natureza jurídica diferente. Em Londrina, a cassação do registro de candidatura de Antonio Belinati acarretou a anulação do processo eleitoral - se o vencedor não poderia estar na disputa, a própria votação é que foi tornada nula.
Mandato
Já na Paraíba - segundo o TSE -, não se discutiu a validade das eleições, mas o mandato de um governador que foi eleito, empossado e cassado depois de dois anos de gestão. Nesse caso, o processo eleitoral permanece válido. Daí a posse de José Maranhão, que obteve 96% dos votos válidos no primeiro turno após a exclusão dos votos de Cunha Lima.
Script
O presidente da Cohab-Ld, Carlos Eduardo Afonseca, foi ontem à Câmara falar sobre a dívida da companhia que terá de ser absorvida pela Prefeitura a partir deste ano, mas admitiu: à imprensa, estava também previamente ''preparado'' para falar do Centro Esportivo do Maria Cecília, na Zona Norte, cuja reabertura ''acontece manhã (hoje), sem falta''.
Gente nossa
O motivo de tanta precaução tem histórico recente: é no Maria Cecília, segundo a FOLHA noticiou, que estava o primeiro caso de nepotismo da gestão interina - e justamente a coordenadora do centro, professora de educação física e sobrinha do secretário municipal de Governo, Tercílio Turini, que pediu exoneração. Quem vai para o lugar dela, e de quem partiu a indicação? ''É a Fátima... indicação minha'', disse o presidente da Cohab, sem saber o nome completo de Edileusa de Fátima Dias, professora de educação física que ele diz conhecer do Programa Habitar Brasil.
Sai de mim!
O curioso é que, mesmo assumindo a autoria da indicação, Afonseca teve de ligar para o RH da Cohab para confirmar o nome da apadrinhada. Na sequência, foi mais rápido: ''O 'Dias' do nome dela não tem nada a ver com o Jacks (Dias, vereador do PT) não, hein?''
Horário Eleitoral
Na reunião de ontem entre representantes de emissoras de rádio e TV e das coligações de Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT), o juiz da 189 Zona Eleitoral, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, estabeleceu que as partes se decidam até dia 26 deste mês se de fato abrirão mão dos dois programas de 20 minutos diários em cada mídia, no horário eleitoral, para transformá-los ou não em inserções de até um minuto, por exemplo.
- Se até lá não for dada uma resposta, segundo o magistrado, vale o que está estabelecido no novo calendário eleitoral, ou seja, propaganda em rádio, TV e internet a partir da segunda quinzena de março. Nova reunião deve acontecer entre a partes.
Novo juiz
Tomou posse ontem no Tribunal de Justiça (TJ), como juiz substituto na Seção Judiciária de Ibaiti, Leonardo Bechara Stancioli, que é genro do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina. Stancioli foi aprovado no concurso do TJ em 2007, mas teve a nomeação suspensa por conta de uma denúncia de que seu sogro teria intercedido junto ao Tribunal para garantir sua aprovação.
Novo juiz II
O caso de Stancioli foi analisado pelo Órgão Especial do TJ, que concluiu, após a realização de uma sindicância, que não havia provas de que o candidato não teria conduta moral inadequada ao exercício da magistratura. Já no Ministério Público a investigação sobre o assunto continua aberta. O órgão aguarda documentos do TJ para concluir a análise do caso.
Perguntinha
A incorporação da verba indenizatória no salário dos deputados federais e senadores não geraria um efeito cascata nos vencimentos de milhares de deputados estaduais e vereadores no país?





