INFORME FOLHA
Pode?
Quando as críticas à falta de transparência sobre a verba de gabinete de R$ 15 mil dos deputados federais, aparece o deputado José Aníbal (PSDB/SP) com uma proposta inusitada, que tem duas faces. Ele afaga quando pede a extinção da verba, mas dá o tapa quando acrescenta que quer sua incorporação aos salários dos próprios deputados. Algo assim como a legalização explícita da esperteza dos políticos...
Quer mais?
Enquanto isso, a Câmara dos Deputados anuncia a intenção de dar publicidade aos gastos dos deputados com a verba de gabinete, que é utilizada para despesas com combustíveis, deslocamentos e outros custos da ''dura vida'' que levam em Brasília e no trânsito a seus domicílios eleitorais. A publicidade virá em abril e não terá caráter retroativo, ou seja, vale dali prá frente.
Falando nisso
A cobrança da sociedade por transparência nas notas poderia avançar: o bom senso exige que outra caixa preta seja aberta imediamente e o Congresso Nacional divulgue na internet os nomes e os salários dos cargos de confiança de cada um dos nossos quase 600 parlamentares federais - deputados e senadores. Algo que, sugere-se, a Assembleia Legislativa do Paraná deveria seguir imediamente.
Detalhamento
Falando nesse assunto, o presidente da Assembleia Legislativa Nelson Justus (DEM) reafirmou que deve apresentar o ''projeto de transparência'' aos deputados depois do Carnaval. Segundo o deputado, o projeto incluirá uma prestação de contas detalhada sobre como são gastos os recursos das verbas de gabinete.
Nota fiscal?
Questionado se o detalhamento seria feito aos moldes da determinação da Câmara Federal, que deverá conter dados como o número da nota fiscal referente à despesa, Justus desconversou dizendo que preferia não entrar em detalhes antes de discutir o projeto com os demais parlamentares.
Atrasado
O presidente garante, no entanto, que o projeto sai nas próximas semanas e que deverá agradar a opinião pública. ''Esse compromisso eu já assumi e já estou atrasado, mas vou cumprir'', disse.
De perto
A Comissão de Obras, Transportes e Comunicação da Assembleia pretende acompanhar de perto as obras de dragagem do Porto de Paranaguá. E não só elas, os deputados também estariam interessados no funcionamento de equipamentos de pesagem do porto.
Pedido
A Comissão solicitou ontem, via ofício, o agendamento de uma visita dos parlamentares ao porto. Pedem o acompanhamento de engenheiros da Appa e da Somar e de representantes das empresas Isobática e Paranaguá Pilot.
Estudo técnico
O presidente da Comissão, deputado Marcelo Rangel, pediu também a cópia do estudo técnico realizado no Canal da Galheta com o relatório que indica a medição dos volumes para a dragagem.
Na avenida
A poucos dias do carnaval, os vereadores do PT e do PMDB na Câmara de Curitiba anunciaram ontem a nova liderança do bloco da oposição na casa. A escolhida, por aclamação, foi a vereadora Noêmia Rocha (PMDB), que na segunda-feira ainda falava em neutralidade e ''oposição consciente'' ao prefeito Beto Richa (PSDB).
Decepção
A expectativa do PT de conquistar novas adesões ao bloco da oposição não se concretizou. Os três vereadores do PV e um do PSC continuam fora da aliança. Dois já anunciaram que serão ''independentes'': Julião Sobota (PSC) e Professor Galdino (PV).
Outras possibilidades?
Enquanto isso, 31 dos 38 vereadores já se alinharam com a base do prefeito na Câmara. O que, segundo a Noêmia, não desanima a oposição. ''Existe a possibilidade de termos novas adesões. Estamos conversando com diversos partidos'', adiantou.
Adiado
A análise do caso Copel/Olvepar pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prevista para ontem, foi adiada. A previsão é que o assunto volte a mesa da Corte na sessão do dia 4 de março. O caso se refere a uma operação supostamente irregular de compra de créditos de ICMS.
Perguntinha
Por que tanta resistência em tornar público o destino do dinheiro público?





