Es­cu­ri­dão



Na escuridão do Estádio do Café, no jogo do último sábado, o único ''branco'' foi o que deu na cabeça dos jogadores do LEC. Não reagiram após o primeiro gol; deixaram o adversário ''gostar'' do jogo e dominar.

- Ah, deu branco também na cabeça do juiz.


Preço alto


Na escuridão do Estádio do Café, a única coisa que ficou claro foi o baixo custo-benefício: R$ 10,00 de estacionamento mais o ingresso... sem retorno.


O gol bobo existe


Na escuridão do Café, sábado, a única clareza está na frase de um jogador do LEC à rádio Paiquerê: ''Sofremos um gol bobo''. Existe gol bobo? Neste caso, sim: deu uma bobeira no lateral que marcou contra.


Olha o prefeito aí, geeennnte!


Num bar do mercado Shangri-la, domingo de manhã, o prefeito Roque Neto, conversa com alguns amigos. ''É ele?'', perguntou uma senhora, observando: ''Nunca vi um prefeito por aqui''. E alguém retrucou: ''Esse veio porque sabe que vai sair logo''.


Saudades do Padre e Nedson


Nos comentários, mais elogios do que críticas. Havia pessimistas no meio do grupo. Um lançou a pergunta. Dependendo de quem for eleito a gente vai sentir mais saudade do Nedson ou do Padre Roque?


Fiscalização transparente


Sábado à noite em Londrina, formatura no Ginásio de Esportes Moringão e fluxo intenso de veículos nas imediações. É curioso notar, nessas horas, que a fiscalização de trânsito na cidade atua mesmo só em horário comercial. Carros estacionados sobre calçadas inteiras e ''flanelinhas'' cobrando pelo estacionamento - com direito a fita de isolamento, e tudo - nas vias públicas e mesmo já em espaços pertencentes ao Zerão foram pequenas mostras da falta de qualquer fiscalização.

Terra sem lei


No dia seguinte à balbúrdia, o espaço público loteado a R$ 3 ou R$ 5 na noite da véspera estava que era puro barro. Já a grama do Zerão (nas partes em que ainda não está crescida), no 'setor' que serviu de estacionamento, os rastros das manobras chancelaram o clima de terra sem lei. Para que serve um agente da CMTU, mesmo?


Patrimônio e doação


Um levantamento realizado pela ONG Transparência Brasil cruzou os dados do patrimônio declarado por parlamentares e suas doações para campanhas eleitorais em 2008. De acordo com os resultados, alguns deles teriam investido boa parte do seu patrimônio ou até mais do que possuiam na tentativa de se eleger.


Declaração conjunta


Entre os paranaenses, o estudo cita a deputada estadual Rosane Ferreira (PV) que apesar de não ter declarado possuir bens, doou à sua campanha R$ 150 mil. Segundo a deputada não haveria mágica. Ela explicou que seus bens são declarados no Imposto de Renda do marido - que não seria aceito pela Justiça Eleitoral - e que sua campanha teria sido financiada com seu salário como deputada.


Economia I


Outra paranaense citada foi a vereadora de Curitiba, professora Josete (PT). Ela teria investido valor equivalente a 93,8% de seu patrimônio na reeleição. Segundo ela, os quase R$ 70 mil doados à campanha foram fruto de uma economia de seu salário no último ano.


Economia II


O deputado federal André Vargas (PT), que disputou a prefeitura de Londrina, também aparece na lista dos que doaram mais da metade do que possuiam para a campanha. O parlamentar informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o levantamento levou em conta apenas o patrimônio e não a renda dos parlamentares. O valor investido diria respeito a uma poupança de R$ 91 mil, dois carros vendidos pelo deputado e economias de seu salário como parlamentar.


Empréstimo


O quarto paranaense citado pela pesquisa, o também petista deputado estadual Elton Welter, diz que os valores investidos em sua campanha vieram de um empréstimo. O deputado, que doou o equivalente a 62% de seus bens, justificou: ''quem não recebe doação tem que se virar''.


Generosidade


O estudo trouxe ainda a lista dos dez parlamentares mais generosos, que fizeram doações para campanha apesar de não serem candidatos a cargo algum. O primeiro lugar coube ao deputado federal pelo Paraná Alfredo Kaefer (PSDB). Ele teria distribuído R$ 323.428,00 em doações.


Perguntinha


Considerando as justificativas dos parlamentares sobre os gastos de campanha, eles não poderiam dar dicas de como economizar tanto o salário?

mockup