Mais que um conselho


Se conselho fosse bom, não seria dado - mas vendido. Nos corredores da Prefeitura de Londrina, a informação é que tem conselheiro querendo trocar essas dicas de bom samaritano por secretaria municipal - e daquelas bem estratégicas. Gestão Pública, por exemplo. O curioso é que, no caso em questão, outra máxima da sabedoria popular vale para esses personagens: quanto mais se tem, mais se quer.


Afagos


Em reunião ontem com o prefeito José Roque Neto (PTB), diretores do Sindserv não pouparam elogios ao interino, e de quebra, conseguiram marcar para dia 3 uma reunião em que itens da pauta de negociação podem ser discutidos. O presidente da entidade, Marcelo Urbaneja, reclamou que, na gestão petista dos últimos oito anos, ''nós sempre encontramos as portas fechadas'', devido à ''intransigência'' do ex-prefeito, Nedson Micheleti (PT).

Mais rápido!


Maior hospital do interior do Paraná, o HU de Londrina viveu ontem um contraste melancólico: enquanto parte do PS era fechada à chegada de pacientes do Samu, devido à superlotação, um outro PS, recém-reformado, aguarda do Estado equipamentos e funcionários para deixar de existir como uma maravilha apenas nos textos de divulgação do hospital, que classificam o novo espaço de ''mais moderno, mais humano...'' Quando abre para o público? ''Numa previsão bem otimista, só em março, abril'', admitiu uma fonte do HU.


Lei de Murphy


Se a vida de paciente de PS do HU não é das mais fáceis, que dirá daqueles que precisam de exames de endoscopia: os três equipamentos da instituição - cada um, na faixa de US$ 30 mil, da marca Olympus - estão quebrados, em manutenção, há mais de mês. O conserto de um deles custará algo em torno de R$ 2.560; o de outro, R$ 12 mil. O terceiro, por incrível que possa parecer, custará (só o conserto) R$ 24 mil.


Bem público


Enquanto esses endoscópios não são consertados, os pacientes que já eram atendidos pelo HU serão encaminhados a clínicas particulares contratadas em regime de urgência. E quem não é paciente do HU? Resposta oficial: será convidado a procurar outro local para o exame. O dono de uma clínica que tem endoscópio idêntico aos que estão em conserto chegou a comentar: ''Se não tiver manutenção, quebra mesmo''. Quem paga por isso? Aí, é notícia velha.


Mudança

O diretório estadual do PPS solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a alteração das datas de veiculação da propaganda partidária gratuita de 2009. O partido alega que as datas devem coincidir com o ''terceiro turno'' da eleição do Londrina.


De quem é a culpa?

O governador Roberto Requião (PMDB) culpou o líder da oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB), pela falta de dragagem no canal da Galheta no Porto de Paranaguá. Durante explanação do dirigente da APPA, Daniel de Souza, sobre a contratação emergencial da dragagem, ele insistiu para que o dirigente revelasse o nome do autor de uma ação civil pública que impediu a dragagem em 2006.


Sem experiência

Rossoni respondeu às acusações do governador apontando o dedo para Eduardo Requião, ex-superintendente dos portos do Paraná. ''Requião parece que também perdeu a memória'', reagiu: ''Nomeou como superintendente dos portos do Paraná o irmão, Eduardo, um psiquiatra sem qualquer experiência administrativa em portos''.


Depois da eleição

O ex-reitor da UFPR e candidato derrotado do PMDB à Prefeitura de Curitiba Carlos Augusto Moreira será o novo chefe de gabinete do governador Requião. O anúncio foi feito ontem durante a escolinha de Governo, onde Moreira sentou ao lado do novo chefe na primeira fila do auditório.


Luto

Faleceu ontem, aos 57 anos, o jornalista Pedro Franco Cruz. Cruz estava se recuperando de um transplante de fígado, não resistiu ao tratamento e faleceu em decorrência de falência múltipla de órgãos. O jornalista era assessor de imprensa da Secretaria de Estado da Educação, cargo do qual estava afastado desde maio de 2008 por causa do transplante.

- Natural de Macaeo, Espanha, Cruz foi correspondente da revista Veja em Curitiba por dez anos e um dos grandes nomes do jornalismo no estado.



Perguntinha

Será que o clima amistoso entre administração municipal e Sindserv resiste a negativas de reajuste salarial?

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