'Publicídio' à brasileira I


Vamos deixar claro: quando empresas destinam verbas para propaganda elas estão investindo na divulgação de um produto. Investem porque têm retorno.

- É investimento, portanto. Empresário não rasga dinheiro.


'Publicídio' à brasileira II


Mas, quando é o governo que vai para a mídia, não é investimento: é gasto, ou desperdício.


Por quê?


Porque obras públicas não precisam de propaganda. Obras não vendem nada. São um bem de domínio público. Gastar uma fortuna, em horário nobre da TV, para falar de programas de governo, ou da Petrobras, é propaganda estéril. Só serve para agradar os donos das TVs.



Campanhas 2010


De janeiro a novembro de 2008, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), gastou R$ 110,3 milhões em propaganda. Aécio Neves (PSDB), de Minas, que também quer ser presidente, gastou, no mesmo perído, cerca de R$ 35 milhões.

- Serra faz propaganda de sua gestão em outros Estados. Precisa?


Desperdício federal


Mas a soma dos dois gastos fica muito, mas muito abaixo dos gastos do Governo Lula. Apenas em 11 meses, Lula gastou mais R$ 1 bilhão (um bilhão!). Em 2009 o gasto deve ser maior: estamos mais perto das eleições de 2010.


Por que 'publicídio'?


Agências de propaganda e assessores do governo cometem a propaganda contra o governo. O excesso de inserções acaba irritando o público que dispara críticas.

- A melhor propaganda da Petrobras - para o consumidor - seria praticar um preço menor para os combustíveis.


Pérola I


Ao informar que o Conselho Revisor, presidido pelo vice-governador, Orlando Pessuti, realizou reunião para avaliar o andamento das principais obras públicas do Paraná, a Agência de Notícias do Governo do Estado trouxe uma frase que dificilmente será esquecida. Ela é da lavra do procurador-geral Carlos Frederico Marés.


Pérola II


''Se as obras saíram ou não saíram do papel, é o menos importante. O mais importante é o controle que se tem de todas as obras executadas pelo Governo do Estado'', afirmou Marés.


Pérola III


''Esse conselho revisor tem sido modelo para vários estados, porque sabemos as obras que estão em andamento e as que estão paradas. Quando sabemos por que estão paradas, temos a oportunidade de trabalhar para acabar com os entraves'', complementou.


Pérola IV


Tirando diversos outros questionamentos pertinentes, ficaríamos apenas com o seguinte: o que será que os moradores das regiões Norte e Sul de Londrina, que estão há mais de dois anos aguardando a conclusão das obras - paralisadas - de ampliação dos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul (HZN e HZS), diriam para Marés se pudessem ter três minutinhos de 'prosa' com ele?

Verba rescisória


O ex-Superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião recebeu uma boa quantia em verbas rescisórias por sua demissão sem justa causa do cargo. Segundo a assessoria de imprensa da Appa, a verba rescisória diz respeito a direitos trabalhistas como férias, décimo terceiro salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e respectiva multa. Apesar da Appa não divulgar o valor, a informação extraoficial era que o total pago ao ex-superintende alcançava R$ 200 mil.


Demissão


Eduardo, irmão do governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), foi exonerado do cargo após o Supremo Tribunal Federal ter proibido, por meio de uma súmula vinculante, a contratação de parentes nos três poderes. O governador chegou a nomear o irmão como Secretário de Transportes, mas ele nunca assumiu efetivamente a função. Agora, cogita-se que Eduardo Requião seja nomeado como chefe do escritório de representação do Estado em Brasília.


Perguntinha


Se em apenas duas semanas de governo interino, a nova administração municipal já aponta tantas irregularidades nas terceirizações, significa que não havia fiscalização na gestão anterior?

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