INFORME FOLHA
Bateu...
Na semana passada, por iniciativa do vereador Gláudio de Lima (PT), a Câmara de Londrina enviou ofício à reitoria da UEL para criticar a suspensão de 14 alunos de Medicina que fizeram baderna no Hospital Universitário (HU) para comemorar o estágio obrigatório.
...levou
A resposta do reitor Wilmar Marçal veio ontem, em entrevista à Rádio Brasil Sul: ''Com todo o respeito, acho que a Câmara tem mais o que fazer, mais o que trabalhar e mais respostas para dar à sociedade. Deixe que da administração da universidade nós cuidamos por aqui''.
Promessa é...
Em entrevista à FOLHA, no último dia 5, a secretária municipal de Gestão Pública, Maria José Barbosa, se disse ''secretária até o dia 31 de dezembro'' quando indagada se não haveria pressa, por parte do Município, em lançar as bases de um novo (e milionário) edital para a merenda.
...promessa
Na ocasião, Maria José definira para ''até o próximo dia 15'' (ou seja, ontem) o resultado dos estudos de uma comissão formada para analisar se haverá licitação, quando, e em que moldes. Nos bastidores, fala-se em um contrato de R$ 60 milhões para cinco anos.
Discurso e prática
Apesar da condição em que se coloca até o final do mês, é raro conseguir falar com Maria José sobre qualquer assunto correlato à pasta - que dirá o tópico ''licitação de merenda''. Ontem, foram pelo menos dez tentativas da reportagem sem que a secretária atendesse a nenhum dos telefonemas.
'Wally'
Quanto ao estudo da comissão, ele está pronto, mas corre sob sigilo: segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, ''depende de a secretária de Gestão tomar conhecimento dele, o que aconteceu hoje (ontem) no final da tarde''. Mais difícil que imaginar o teor do estudo é obter a resposta da assessoria: cadê a secretária?
Chato, né?
Curioso é que a dificuldade que a imprensa - sim, a queixa é praticamente geral - encontra de falar com Maria José Barbosa não é restrita: dias atrás, na Câmara de Vereadores, diante de um grupo de repórteres, nem mesmo o secretário de Governo do prefeito Nedson Micheleti (PT), Adalberto Pereira da Silva, ligando do próprio celular, obteve sucesso na empreitada, em duas tentativas.
Substituta
Maria José, ou Mazé, como é chamada na administração, assumiu a Gestão no início do ano em substituição a Jacks Dias (PT). Conhecido pela onda de terceirizações que promoveu na máquina pública municipal, o ex-secretário acaba se eleger vereador com a campanha mais cara do Legislativo municipal: R$ 103.700. Na arrecadação, Jacks apontou R$ 9 mil oriundos de pessoas jurídicas, R$ 10 mil de recursos próprios e R$ 84.700 de pessoas físicas, sobretudo comissionados da atual gestão e o próprio prefeito. As cotas dele ainda estão para apreciação da Justiça Eleitoral.
Moreira no gabinete
Até o final do ano, o ex-reitor da Universidade Federal do Paraná e ex-candidato à Prefeitura de Curitiba pelo PMDB no último pleito, Carlos Moreira, deve ser nomeado para o cargo de chefe de gabinete do governador Requião (PMDB).
Inexperiência
A entrada de Moreira no Executivo já era esperada após a derrota que sofreu nas urnas. Cogitava-se, contudo, que Moreira assumiria ao menos o comando da secretaria estadual da Saúde ou da Educação. Sem experiência em disputas eleitorais, Moreira topou o desafio porque recebeu apoio de Requião.
Pauta cheia
Os deputados estaduais fizeram duas sessões plenárias ontem para tentar limpar a pauta. O problema é que matérias que mereciam mais atenção dos parlamentares - e da sociedade - às vezes são ''enfiadas'' na pauta sem qualquer tempo para discussão.
Aulas de tributos
Um projeto de lei que torna obrigatória a inserção de conteúdos relacionados aos tributos arrecadados pela União, a partir da 5 série do ensino fundamental, da rede pública estadual, foi aprovado ontem já em segunda discussão pela Assembléia Legislativa. De autoria do deputado estadual Artagão de Mattos Leão Júnior, o projeto de lei agora segue para sanção ou veto do Executivo.
Perguntinha
Será que pega no Brasil a moda de atirar sapatos - ou outros objetos - em maus políticos?





