Data fatal


Termina amanhã o prazo dado pelos presidentes do TRE/PR e do TSE - desembargador Jesus Sarrão e ministro Carlos Ayres Britto - para o julgamento dos recursos de defesa do prefeito eleito de Londrina Antonio Belinati (PP).


Data fatal II



O TSE pode cumprir a promessa se julgar os recursos na sessão que começa às 19h desta quarta-feira. Ontem, Jesus Sarrão não comentou a expectativa tornada pública um dia após a cassação do registro de candidatura de Belinati, após o segundo turno.


Consulta I



Além dos recursos de defesa, o TSE terá que julgar a consulta administrativa que pode definir a realização de nova eleição - caso Belinati não restabeleça seu registro. O julgamento da consulta saiu de pauta na quinta-feira passada a pedido de Ayres Britto.


Consulta II



No sexta-feira, a FOLHA adiantou o voto do ministro Arnaldo Versiani - para quem a Justiça Eleitoral deveria convocar um novo segundo turno imediatamente. Cinco ministros ainda não se posicionaram sobre o caso.





Belinati lá dentro ...


O assunto Antonio Belinati (PP) - cuja candidatura na Justiça Eleitoral de Londrina só foi possível graças a uma liminar administrativa do Tribunal de Contas (TC), relatada pelo conselheiro Hermas Brandão - não parece ser dos mais agradáveis para o presidente do TC, Nestor Baptista. ''Não gostaria de falar sobre o assunto; está no TSE, tem que ser discutido lá dentro'', definiu Baptista.



... e aqui fora


Se está ''dentro do TSE'', a repercussão dos efeitos de uma liminar como a concedida pelo TC ainda tem, sim, tirado manifestações do conselheiro. ''O TC agiu corretamente; estão querendo nos transferir uma responsabilidade que não é nossa. Liminar não significa perdão, não é julgamento de mérito'', disse, para concluir: ''E se o assunto fosse tão simples assim, o TSE já o teria definido. Se tivesse se manifestado antes da eleição, teria evitado isso tudo''.


Nem em sonho



O presidente estadual do PSDB, deputado estadual Valdir Rossoni, afastou ontem qualquer possibilidade de uma futura aliança com o PT em torno de uma candidatura do senador Osmar Dias (PDT). A aliança teria sido cogitada como ''um sonho'' em declarações do senador.

- ''Se for um sonho, é um sonho ruim. Não existe a possibilidade do PT e do PSDB estarem juntos'', disse Rossoni.



Alianças


Apesar das declarações categóricas sobre a impossibilidade de uma aliança com o PT, Rossoni diz que continua firme a aliança entre os tucanos e o PDT para 2010. ''Até o momento não há nenhuma movimentação para desfazer a grande aliança'', afirmou.


Plano B



Sobre a possibilidade de uma possível aliança com o PT constituir um ''plano alternativo'' caso o PSDB resolva declarar candidato o prefeito de Curitiba, Beto Richa, Rossoni desconversou. ''Ele (Osmar) conversou com o Beto e sabe se precisa construir um plano B ou não.'' Segundo Rossoni, se depender dos tucanos o PDT continua como aliado.


Nós também



O deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT) fez coro. ''Nós não vamos escolher entre água e óleo.'' E para não deixar dúvidas acrescentou: ''A conversa com o Beto foi extraordinariamente boa. Não é de quem tem um acordo político e de quem tem uma verdadeira aliança''.


Consenso


De acordo com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa, deputado Durval Amaral (DEM), a necessidade de mudanças é consenso em relação ao projeto de alterações na Lei de ICMS proposta pelo governo do Estado.


Favoravéis



Como setores favoráveis ao projeto, Durval citou as empresas de autopeças, supermercadistas, magazines e atacadistas que vêem com bons olhos a redução na cobrança de impostos em produtos de consumo popular.



Contra



Contrários ao projeto estão os pequenos e microempresários, que acreditam que com a redução do imposto para outros setores irão perder competitividade, e as indústrias exportadoras que pedem uma redução no custo da energia, exatamente o oposto do previsto no projeto.



Perguntinha



Dá para acreditar nas datas previstas pela Justiça Eleitoral para a conclusão do caso Belinati?

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