E a novidade é...
  Em relação ao caso Belinati, nenhuma definição havia saído ontem do TSE sobre o julgamento do embargo de declaração que a defesa do ex-prefeito ingressou já há mais de uma semana. O ministro Ayres Britto bem que dissera a lideranças políticas paranaenses, dias atrás, que até sábado passado uma consulta do TRE do Piauí – que pode balisar a análise do caso londrinense – seria levada a plenário. Não foi.

... qual, mesmo?
  Ontem, nem a assessoria do TSE sabia se a consulta do Piauí seguiria à pauta de hoje à noite, nem a defesa de Belinati, se a do ex-prefeito teria uma resposta.
- Resultado: ainda vai ter muito jornalista sendo confundido com vidente nas ruas de Londrina.

Menina dos olhos
  Se por um lado a indefinição sobre quem assume a Prefeitura de Londrina acelerou as conversas em torno da futura Presidência da Câmara, por outro, o impasse parece ter arrefecido (um pouco) os ânimos na disputa por alguns cargos de confiança do Legislativo. De longe, o posto mais cobiçado – pelo trabalho desempenhado e pelo salário, com adicionais, superior a R$ 7 mil – é a diretoria da Casa, um dos 13 comissionados a que o presidente tem direito.

Gente de destaque
  Curioso é que, com a eleição de Antonio Belinati (PP), no pleito de 26 de outubro, era grande o alvoroço nos bastidores sobre quem seria o futuro diretor – até vereadores não reeleitos estavam no páreo. Também no universo dos não reeleitos que de alguma forma tiveram destaque na mídia este ano, a ânsia vale até mesmo pelos cargos da futura administração municipal; resta ‘‘apenas’’ saber quem toma posse em 1º de janeiro.
- Com a cassação do registro do pepista, dia 28, no TSE, a coisa parece ter esfriado.

Torcida de peso
  Mas como uma hipótese esfriar é diferente de morrer, pelo menos nos bastidores do mundo político, há mais gente cotada para o posto dos sonhos: um dos nomes para a diretoria, por sinal, já ocupa cargo no alto escalão e não seria exatamente cara nova no Legislativo – a contar por questões de filiação partidária (do próprio, e do provável nome à Presidência), contudo, dificilmente a dupla apostaria em vitória de Belinati em Brasília.

Dúvida cruel
  Em tempo: um diretor na Câmara de Vereadores de Londrina ganha mais que os R$ 5.724 líquidos de um parlamentar, mas não tem direito à verba de gabinete de R$ 4,3 mil a que o edil o tem, para contratação de dois a cinco assessores. Em compensação, é o diretor quem gerencia o orçamento da Casa – que, este ano, foi definido em pouco mais de R$ 16 milhões.

Resistência?
  O líder do governo do Estado na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), nega resistência em relação à reforma tributária proposta pelo Executivo e se irritou ao ser questionado sobre as declarações da presidente do PT no Estado, Gleisi Hoffmann, que não disse ‘‘amém’’ à idéia do governo. ‘‘Ela não leu ainda a fundo a proposta’’, respondeu o peemedebista.

Nada de mudanças
  Romanelli afirma que, até agora, as audiências públicas organizadas para discutir a reforma tributária ‘‘não tiveram o condão de interferir’’ no projeto de lei, a ponto de cogitar alguma modificação no texto original da proposta.

Multas I
  O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu dois recursos em que o prefeito reeleito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), contesta multas contra ele impostas ou mantidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) por veiculação de propaganda eleitoral antecipada. O tucano pede o cancelamento de multas no valor unitário de R$ 21.282,00 aplicadas contra ele e contra sua coligação por afixação de banner, em ambiente interno, mas à vista do público, com a foto de Beto.
- O tucano alega que não teve qualquer conhecimento prévio da peça e, portanto, a multa não lhe poderia ter sido aplicada.

Multas II
  Em outro recurso, Beto solicita ao TSE que anule multas no valor unitário de R$ 26.602,50, também dada a ele e ao diretório municipal do PSDB, por divulgação de propaganda irregular mediante outdoor, em setembro de 2007. A peça conteria a imagem do Beto ao lado de dados de uma pesquisa sobre índice de aprovação da sua gestão. Beto argumenta que no outdoor não existe qualquer menção à eleição.

Perguntinha
  Será que a renovação promovida pelos eleitores nas cadeiras da Câmara Municipal irá se repetir nos cargos de confiança escolhidos pelos vereadores?

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