INFORME FOLHA
Pesquisa à vista
A Justiça Eleitoral de Londrina recebeu ontem o primeiro pedido de registro de pesquisa eleitoral para o segundo turno da campanha. Trata-se da de número 653/2008, encaminhada à 41 Zona Eleitoral por Veritá - Adriano Silvoni ME. Dado o histórico de impugnações de pesquisa, no primeiro turno - apenas duas foram liberadas -, é de esperar quem se manifesta primeiro.
Dedinho?
Adversários pela disputa à Prefeitura de Londrina em outras campanhas, quando ambos eram colegas de PSDB, dessa vez o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) e o vereador Tercílio Turini (PPS) parece que resolveram, ao menos para este segundo turno, deixar as diferenças de lado.
Veja bem...
O PPS, que no primeiro turno se coligou ao PDT de Barbosa Neto, derrotado de virada por Hauly, no último domingo, definiu ontem o apoio ao tucano, contra Antonio Belinati (PP). Ainda que a briga jurídica entre as duas coligações tenha sido ferrenha, na etapa anterior, Turini garante que agora ''é outra eleição. E embates existem'', minimizou.
Pacote completo
Questionado se aceitaria subir em palanque ou em campanha de rádio e TV de Hauly, Turini, que não disputou a eleição, foi enfático: ''Apoio, sim, o farei, porque apoio não pode ser só da boca para fora'', garantiu, para arrematar: ''E Belinati sempre nos foi um adversário histórico''.
Caras de fome
Na Câmara de Vereadores, ontem, as caras amarradas de alguns não reeleitos citados em escândalos eram um contraste só com as de entusiasmo dos novatos que já aparecem ao local - para agendamento de entrevistas, bem entendido. De uma fonte na Casa: ''Tem gente que abaixou o nariz, não olha mais tão por cima quanto antes''. De outra fonte, não reeleita, mas de sinceridade impressionante: ''A ficha de muitos ainda não caiu, mas é preciso saber que ganhar uma eleição não é tudo nessa vida. Os exemplos é que ficam''.
Boquinha no governo I
O peemedebista Doático Santos pode assumir a vaga deixada por João Arruda na Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Arruda, que é sobrinho do governador Requião (PMDB), deixou o cargo após a publicação da súmula vinculante número 13, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe o nepotismo nos Três Poderes.
- Doático, presidente do PMDB em Curitiba, não conseguiu se eleger vereador da capital e agora deve encontrar novo espaço no Executivo estadual.
Boquinha no governo II
O candidato do PMDB derrotado à Prefeitura de Curitiba, Carlos Moreira, também está sendo cogitado para o Executivo. Requião, que bateu o martelo no PMDB para lançar a candidatura de Moreira, está pensando no assunto. Uma resposta ao futuro do ex-reitor da Universidade Federal do Paraná deve sair após a viagem do governador ao Japão, prevista para o próximo dia 25.
Romanelli vai de Hauly
O líder do Governo do Estado na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), afirmou ontem que, pessoalmente, vai apoiar o candidato Luiz Carlos Hauly (PSDB) à Prefeitura de Londrina. Ele disse que o PMDB local ainda precisava se decidir sobre o assunto, mas que ele não teria dúvidas sobre seu apoio. ''Tenho uma relação antiga com o Hauly'', comentou.
Aposentadoria parlamentar
O deputado estadual Durval Amaral (DEM) desconversou ontem ao ser questionado sobre o novo projeto de resolução que trata da aposentadoria complementar dos deputados estaduais. Ele disse que ''deu uma parada por conta da correria da eleição'', mas não sinalizou quando o assunto volta para discussão em plenário.
- Antes de homologar ou não a aposentadoria dos parlamentares, o Ministério da Previdência determinou a alteração de pontos do projeto de resolução aprovado na Casa em meados de 2007. As mudanças, entretanto, obrigatoriamente devem passar pelo plenário.
Perguntinha
Haverá espaço no poder Executivo estadual para acomodar todos os candidatos apoiados por Requião que foram derrotados nas urnas?





