INFORME FOLHA
Cassação negada
A juíza da 41 Zona Eleitoral de Londrina, Denise Hammerschmidt, negou ontem o pedido de cassação do registro da candidatura de Gustavo Castro (PSDB) à Câmara de Vereadores. A solicitação foi feita na véspera pela coligação de Barbosa Neto (PDT), que alegou que o tucano teria gasto ilicitamente R$ 1,2 mil - não elencados prestação de contas parcial de Castro à Justiça Eleitoral.
Jornal do barulho
O tucano é autor de um material apreendido semana passada, que será investigado pela Polícia Federal (PF) se se trata de falsificação de documentos públicos para fins eleitorais, e que elenca matérias jornalísticas sobre investigações que correm em Brasília contra Barbosa. A juíza da 41 Zona indeferiu a petição inicial e julgou o processo extinto ''sem resolução do mérito''.
- Como o despacho saiu minutos antes do encerramento do expediente no Fórum Eleitoral, a FOLHA não teve acesso à íntegra da decisão da magistrada, que está nos autos de número 619/2008.
Antes e depois
Castro alegou que ''não tinha como prestar contas de algo que gastei só depois''. Ele explicou que a prestação questionada pela coligação adversária, apresentada em 6 de setembro, considerou valores movimentados somente até a véspera. ''A verba do jornal foi gasta dia 8 de setembro - isso vai entrar na prestação de contas que apresentarei no final deste mês'', disse.
E quem perde é...
E para quem acha que a briga PDT x PSDB (ou vice-versa) nos bastidores da eleição em Londrina tem prazo para acabar, na terça-feira acontece, novamente pela 41 Zona, audiência para oitiva de testemunhas referente a um pedido de investigação judicial eleitoral apresentado por uma candidata a vereadora contra um candidato a prefeito. Cada qual, claro, representante dos dois partidos.
Coincidência I
A assessoria de imprensa da candidata à Prefeitura de Curitiba, Gleisi Hoffmann (PT), alertou para uma curiosa coincidência na decisão que suspendeu uma investigação em curso contra o prefeito e candidato à reeleição Beto Richa (PSDB).
Coincidência II
O juiz da Vara de Inquéritos Policiais, Pedro Luis Sanson Corat, que concedeu o habeas corpus a fim de trancar a investigação que apurava suposta contratação de funcionários ''fantasmas'' no gabinete quando Beto foi deputado estadual, é filho de Antônio Luis Corat, diretor de Prevenção e Reinserção Social da Secretaria Municipal Antidrogas criada pelo tucano.
Argumento
A investigação estava sendo realizada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) a partir de uma notícia crime protocolada no último dia 12 por um escritório de advocacia. Na decisão, o juiz argumenta que não foi instaurado o inquérito policial para a apuração dos fatos, mas uma ''investigação irregular e em lapso de tempo absolutamente incompatível com as funções daquela autoridade policial'' e questiona o fato de a investigação ocorrer justamente no período eleitoral.
Justificativa
O juiz afirma que mesmo que o inquérito tivesse sido instaurado, o Cope seria incompetente para realizar a investigação devido ao foro privilegiado de que goza Beto Richa na situação de ex-deputado e atual prefeito e por já existir uma investigação em curso sobre contratações irregulares na Assembléia Legislativa.
- Neste caso, segundo o juiz, a notícia crime deveria ter sido enviada ao Tribunal Regional da 4 Região (TRF4) por conexão de fatos.
Perguntinha
Se o eleitor evoluiu e mostra mais consciência, por que muitos candidatos ainda insistem em apelar para baixarias ao invés de apresentar bons planos de governo?





