Busca e apreensão

O juiz da 190 Zona Eleitoral de Londrina, Elias Duarte Rezende, concedeu ontem mandado de busca e apreensão à coligação ''É Preciso Mudar Londrina'', do candidato a prefeito Barbosa Neto (PDT). O alvo dos pedetistas é um jornal distribuído esta semana a pedido do candidato tucano à Câmara, Gustavo Castro, material que acabou apreendido na sequência pela Polícia Federal (PF) e remetido à Justiça Eleitoral, que pode arquivar o caso, oferecer denúncia contra Castro ou solicitar, à PF, que instaure inquérito para apurar suposta falsificação.



Jornal apimentado

O material se faz passar por um encarte do jornal Correio Braziliense, que, este ano, publicou uma série de matérias e reportagens sobre investigações conduzidas em Brasília contra Barbosa - por supostos enriquecimento ilícito, contratação de funcionários-fantasma e divisão de salário de assessores. A sugestão para que a Justiça Eleitoral averigue se é caso de falsificação de documento público, crime que pode render até cinco anos de reclusão, partiu da própria PF.



Menos 10 mil

Castro alega que ''apenas reproduziu'' material veiculado pelo diário de Brasília. Em entrevista à FOLHA, esta semana, mostrou cópia de ofício em que pedia à PF a liberação de cerca de 80 exemplares apreendidos e garantiu: mandaria confeccionar ''mais 10 mil exemplares para distribuir''.



'Assinatura' nas ruas

No mandado de busca e apreensão emitido ontem, o juiz da 190 determina que a medida seja cumprida no comitê do candidato a prefeito Luiz Carlos Hauly (PSDB), na residência de Castro ''ou em qualquer outro lugar aberto ao público''. ''Denota-se que o objetivo do jornal é denegrir a pessoa do candidato (Barbosa)'', diz trecho do despacho. ''Também se nota que consta do referido jornal que seria um exemplar de assinante, o que não pode ser aceito, uma vez que o mesmo está sendo distribuído nesta cidade.''



''Sem irregularidades''

O advogado da coligação de Hauly, Milton Galvão, disse que o PSDB vai recorrer da decisão. ''Com certeza vamos, pois não há qualquer irregularidade no material'', sustentou.



Doadores


O candidato à Prefeitura de Curitiba Carlos Moreira (PMDB) publicou no site da sua candidatura a relação de pessoas e empresas que fizeram doações para a campanha.

- Entre os doadores estão grandes empresas como o Banco Itaú, Cia de Cimento Itambé e Gerdau, além do Hospital de Olhos do Paraná.




Ilustres


Várias doações também vieram de pessoas físicas. Entre os apoiadores ilustres estão o procurador-geral do Estado, Carlos Marés, e Heitor Wallace de Mello e Silva, primo do governador Roberto Requião (PMDB).

- Os valores repassados por cada doador não foram divulgados.




Minuto precioso


Carlos Moreira conseguiu reverter uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral que o condenou a ceder um minuto de sua propaganda em rádio e televisão para direito de resposta da coligação ''O trabalho continua'', de Beto Richa (PSDB).

- A decisão foi da corte do TRE na sessão da última quarta-feira, dia 10.



Multa


A Justiça eleitoral de Clevelândia multou o prefeito Vanderlei Luiz Spinelli Valério (PSDB) em mais de R$ 53 mil pela participação de servidores públicos na campanha eleitoral durante o horário de expediente. A decisão atendeu um pedido do Ministério Público Eleitoral, que chegou à irregularidade por meio de uma denúncia anônima.
- A Justiça multou ainda um servidor e a coligação ''Clevelândia a Força do Povo e União, Força e Trabalho''.


Perguntinha

Do que adianta o termo de compromisso assinado por candidatos nestas eleições em defesa das crianças e adolescentes, se eles usam e abusam da imagem dos pequenos na propaganda eleitoral?

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