Micros


A pouco mais de quatro meses para o fim do atual mandato, a Prefeitura de Londrina lançou em sua página oficial na internet (www.londrina.pr.gov.br) o edital do pregão presencial que, no próximo dia 15, pretende adquirir pouco mais de R$ 2,440 milhões em microcomputadores, notebooks, datashow, softwares e licenças de programas.



Quem dá menos?


O material vai abastecer a Secretaria Municipal de Educação. Conforme o anexo do edital do certame, só de computadores portáteis são 140 unidades, pelas quais a Prefeitura topa pagar, no máximo, R$ 2.750 cada um. Já os 140 micros estão orçados a até R$ 1.966,33, enquanto os 140 equipamentos de datashow poderão ser adquiridos a até R$ 2.854 a unidade.



Máquina


Um candidato a prefeito de Londrina mandou confeccionar nada menos que 10 milhões de santinhos de um único tipo para serem distribuídos a 109 candidatos a vereador da coligação. Em algumas gráficas de médio e grande portes da cidade, o movimento cresceu até 30% por conta do período eleitoral. Até material apócrifo já chegou às ruas - o Ministério Público Eleitoral (MPE) que o diga.


'Televoto'


Se alguns preferem os impressos, outros (ainda) recorrem ao telemarketing - nos dias e horários mais inusitados, como o candidato que, em gravação, pediu o voto de um eleitor na tarde de domingo. A contar pelo que se tem ouvido de reação a esse tipo de prática, a estratégia já viveu dias melhores.




Licença


O governador Requião (PMDB) pediu licença até domingo para comparecer à posse do presidente paraguaio Fernando Lugo. Como a legislação eleitoral prevê a inegibilidade para candidatos com parentes na chefia do Executivo, o vice-governador Orlando Pessuti e o presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus, que têm o filho e a cunhada, respectivamente, na disputa eleitoral, também se licenciaram.

- Assumiu o governo do Estado o presidente do Tribunal de Justiça, José Antônio Vidal Coelho.



'Já sabia'


O líder da oposição (interino) na Assembléia Legislativa, Elio Rusch (DEM), atacou com o discurso de quem ''já sabia'' ao tratar das contas de 2007 do governo do Estado, aprovadas anteontem com ressalvas pelo Tribunal de Contas (TC). Ele se refere à auditoria relacionada à ParanaPrevidência. Rusch destacou ainda o fato de o Estado estar inadimplente ''no pagamento de despesas correntes de energia, água e esgoto, telefonia e transmissão de dados''.


Renúncia


A assessoria de imprensa do PPS, legenda que apóia a candidatura do tucano Beto Richa à Prefeitura de Curitiba, informou que o filiado Carlos de Paula renunciou da disputa por uma cadeira na Câmara da cidade para ''fugir de sanções''.


Motivo

O agora ex-candidato foi advertido oficialmente por, segundo a cúpula do PPS, desrespeitar a coligação da sigla. Carlos de Paula teria distribuído material com acusações ao candidato Beto Richa. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmou a desistência do pepessista, mas a reportagem não conseguiu contato com ele para confirmar o motivo da sua saída.



Títulos e honrarias


Projetos de lei que têm o propósito de reconhecer como públicas entidades da sociedade civil ou que concedem títulos de cidadão honorário e benemérito representam mais de 40% das matérias apresentadas por parlamentares na Assembléia Legislativa. O levantamento, divulgado anteontem, foi feito pela assessoria de imprensa do deputado Mauro Moraes (PMDB).



Números

Das 528 propostas de lei ordinárias apresentadas na Casa entre janeiro de 2007 e julho de 2008, 256 foram de utilidade pública e 42 títulos de cidadão benemérito ou honorário.



'Corte na onda'


Com base no levantamento, Mauro Moraes apresentou à Mesa Diretora da Assembléia dois projetos de lei. Um deles acrescenta um artigo na lei nº 6.994, que dispõe sobre normas para declaração de utilidade pública. O artigo permitiria ao parlamentar apresentar apenas um projeto de lei de utilidade pública, por sessão legislativa. O outro projeto permitirá exclusivamente aos partidos políticos com assento na Casa conceder títulos de Cidadão Honorário ou Benemérito por legislatura.



Perguntinha


Quando o próprio ministro da CGU admite que na maioria dos municípios onde há fraudes não há aplicação de penalidades, como então ressarcir os cofres públicos?

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