Em tese I

A Câmara de Londrina poderá ser condenada a devolver os R$ 7 mil gastos em setembro do ano passado na contratação de uma pesquisa de opinião pública. A obrigação deve recair sobre o presidente do Legislativo, Sidney de Souza - segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Contas.



Em tese II

Há 10 dias, em resposta a uma consulta feita por Sidney, o tribunal considerou ilegal a contratação de pesquisas - alegando que vereadores já devem conhecer a opinião do povo ao tomar posse. Detalhe: a consulta formulada pela Câmara foi encaminhada três meses após a realização da pesquisa.



Em tese III

A prestação de contas da Câmara relativa a 2007 deve ser julgada pelo Tribunal de Contas até o final do ano.



Pizzaiolos

O primeiro debate em TV entre os candidatos à Prefeitura de Londrina - oito dos nove concorrentes foram convidados -, anteontem à noite, deixou um clima de incerteza no ar: o eleitor recebeu propostas de governo ou foi bombardeado por promessas? O irônico é que, cerca de uma hora antes de começar o evento, chegou à sede da emissora um entregador de pizzas. Deixou duas na recepção.



Gritando na chuva

Na rua da emissora, a Ibiporã, velhas práticas da política que se vê no Brasil há décadas mais uma vez fizeram pano de fundo à campanha londrinense. Apesar do horário (já passava das 20h; o debate começou às 22h), caminhão e carros de som com propagandas de candidato, à frente da emissora, irritaram os moradores do entorno, que ligaram reclamando do barulho.

- Na chuva, cabos eleitorais com bandeiras do candidato do PDT, Barbosa Neto, pareciam até que estavam em plena tarde de sol.



Batucando na chuva

A certa altura, os pedetistas ganharam a companhia dos colegas do PP, que foram para a frente do prédio acompanhar a chegada do ex-prefeito Antonio Belinati, candidato do partido. Os pepistas preferiram rojões e batucada - da mesma forma, sob a chuva.



Uau!

Um dos cabos eleitorais de Barbosa contou que membros da equipe estavam por ali desde o período da tarde ''guardando vaga'' para o caminhão de som que seria alojado no espaço mais tarde. Quando o prefeiturável chegou, dentro do prédio foi geral a reação de espanto, entre imprensa e assessores, aos cabos eleitorais e integrantes do staff que, efusivamente, cumprimentaram o pedetista - com socos no ar e tapas nas costas e nos ombros.



Excesso de iniciativa

No hall da emissora após o fim do debate e já depois da saída dos candidatos, parte do saldo final de tanta energia estava no chão: parte do rodapé estava desfeito, tijolos à mostra.




Reeleição


Um levantamento divulgado ontem pelo Congresso em Foco revela que, nas 21 capitais brasileiras que já divulgaram pesquisas de intenção de voto, 13 dos 16 candidatos à reeleição aparecem na frente da disputa ou pelo menos empatados tecnicamente na liderança (por conta da margem de erro). As pesquisas utilizadas no levantamento foram registradas nos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais e realizadas entre 8 de julho e 4 de agosto por diferentes institutos.



Ainda maior?


O favoritismo dos prefeitos pode ser ainda maior, já que em cinco capitais não foram realizadas pesquisas até o momento. São elas: Rio Branco, Macapá, Porto Velho, Boa Vista e Florianópolis. Nessas, apenas o atual prefeito da capital do Amapá, João Henrique Pimentel (PT), não concorre a um novo mandato.



Em vantagem


Entre os candidatos à reeleição que encabeçam as pesquisas está o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). De todos os candidatos ao Executivo nas capitais, o prefeito de Maceió é o que apresenta números mais favoráveis. Segundo o instituto Vozes Pesquisa, Cícero Almeida tem 83,2% das intenções de voto.




Atrás

Nas 21 capitais, apenas os prefeitos Gilberto Kassab (DEM), de São Paulo, João Carneiro (PMDB), de Salvador, e Serafim Corrêa (PSB), de Manaus, começam a campanha eleitoral em desvantagem em relação aos adversários.




Perguntinha


Perturbar o eleitor-cidadão com fogos e batucada em horário impróprio, não é estratégia ''tiro no pé'' do próprio candidato?

mockup