INFORME FOLHA
Leitores da FOLHA
A coluna de Cartas da FOLHA é imperdível. Nossos leitores, cada vez mais conscientes, questionam com maturidade. O replantio de árvores em Maringá; as malandragens dos governos; a crueldade contra animais; a Saúde; a generosidade da Justiça contra políticos suspeitos, etc.
- As opiniões vêm em cartas por e-mails e ainda no velho fax; vêm por telefone e são escritas diretamente no nosso site, Bonde.
Ah, por hoje dê uma olhadinha na carta do engenheiro civil Julio Cotrim.
Rio Tibagi sob ameaça
A construção da hidrelétrica de Mauá está sendo alvo dos nossos leitores. Eles se manifestam contra. Nos últimos dias tivemos: um advogado de Curitiba, uma professora de Ibiporã e, ainda hoje, uma bióloga de Londrina.
- Mas os omissos ainda são maioria. Aliás, eles têm posição: são contra. Apenas não se manifestam. E têm lá suas razões. Uma delas, a indiferença do destinatário.
Indiferença
O debate no Brasil foi desestimulado nos últimos anos. Os governos não abrem o diálogo para nada.
- Suas idéias sufocam a da maioria pelo poder massificante da propaganda na televisão. Ou não?
Dedo de prosa
Essa questão é colocada de forma mais clara na coluna ''Um Dedo de Prosa'' da Folha Rural, tendo como alvo a questão dos agrotóxicos. O ''Dedo'' sempre expressa a opinião de um leitor.
Debate em Londrina
Falando novamente em debate - desta vez, o promovido ontem pela Rádio Paiquerê com os nove candidatos à Prefeitura de Londrina -, deu para perceber ontem que, a contar pelas manifestações de ouvintes, por e-mails, o eleitor está interessado nas propostas, mas atento ao que se desenvolve no mundo paralelo dos bastidores.
Demagogia na mira
Além dos e-mails de eleitores de Londrina, a rádio recebeu ainda e-mails de londrinenses qu vivem em Oxford, na Inglaterra, e em Paris, capital francesa. Entre elogios ao debate como forma de manifestação democrática, não faltaram também farpas ao discurso demagógico de quem propõe sem explicar o como fazer.
Um colosso
Atento, um internauta - que se manifestou duas vezes, como a FOLHA pôde verificar, após o debate - fez questão de salientar que determinado candidato esqueceu apenas de explicar, nas três horas do evento, como ''enriqueceu de forma colossal'' nos últimos anos.
Ops...
Em tempo: esse mesmo internauta, ex-funcionário do candidato, já o denunciou à Justiça por supostas práticas de improbidade. E um detalhe: quando o mediador do debate anunciou no ar o nome do internauta - apenas o nome -, teve gente visivelmente desconfortável na mesa.
Veja bem
Dos nove participantes, Barbosa Neto (PDT) e Luiz Carlos Hauly (PSDB) usaram microfones de lapela e gravaram todo o conteúdo do que foi debatido - quiçá, das entrevistas concedidas após o evento. Questionado a respeito, Barbosa foi taxativo: seria uma forma de ''precaução'', de evitar uso distorcido das declarações. Bom tucano, Hauly desconversou: ''Imagina (que é para o mesmo motivo), é só para pinçar minhas frases para o horário eleitoral'', garantiu.
Duas cidades
Em alguns momentos parecia que duas Londrinas diferentes estavam sendo debatidas. Enquanto Vargas exaltava os números dos últimos oito anos de administração do PT, Marcos Colli (PV) dizia que a cidade tem problemas de uma grande metrópole. O mesmo Colli aproveitou o espaço para mandar um beijo pra mamãe.
Sorte?
Tudo foi feito por meio de sorteio, até mesmo as perguntas dos jornalistas e os candidatos que as responderiam. Uma delas, da repórter Janaina Garcia, da FOLHA, sobre cargos comissionados na administração municipal, caiu justamente para o ex-presidente do Sindicato dos Servidores de Londrina (Sindserv), Marcelo Urbaneja (PTdoB).
Bandeiras
Barbosa foi o único a utilizar a tática de levar cabos eleitorais com bandeiras e carro de som para a frente da rádio. Já Vílson Machado, que na campanha passada - pela Câmara - usou trecho de música com o termo que é sobrenome, dessa vez optou por um adereço do lado de fora de seu carro. Adivinhe o quê?
Perguntinha
Será que o debate de ontem, em Londrina, conquistou o voto de algum eleitor indeciso ou criou dúvidas em quem já tinha definido o candidato?





