INFORME FOLHA
Deadline
O fim de semana deve ser de trabalho para os advogados de coligações e candidatos de Londrina. O motivo: já está vigorando o prazo de sete dias - corridos, e não úteis - para os 16 nomes que tiveram pedida impugnação da candidatura pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) esta semana.
- Ontem, o cartório da 41 Zona Eleitoral concluiu as intimações.
Primeiro e último
Pela ordem, a defesa do deputado Antonio Belinati (PP) deve ser a primeira a apresentar contestação. O último intimado é o vereador Renato Lemes, hoje no PRB, mas que em 2004 se elegeu pelo PSL. Os pedidos de impugnação abrangem quatro candidatos a prefeito - além de Belinati, André Vargas (PT), Cheida (PMDB) e Marcos Colli (PV) - e 14 à Câmara.
- O critério: abranger todo aquele que tenha contra si algum tipo de processo que atente contra a fé ou a administração pública.
Polaco pé-vermelho
Alvo de um pedido de exoneração protocolado na Câmara pelo ex-vereador Orlando Bonilha, o procurador jurídico da Casa, Airvaldo Stella Alves, fez ontem duas comparações inusitadas, durante entrevista: ''Aqui é fogo pra todo lado, parece uma Bagdá sitiada''. Em outro momento, questionado sobre a própria situação, emendou: ''É mesmo um tiroteio, parece até que estou no Complexo do Alemão''.
- Em tempo: indagado sobre quem seria o dono do morro, Alves apenas sorriu.
Experiência inspiradora
Desembargador aposentado do TJ-PR, o procurador diz que gosta mesmo é de escrever - tanto que, contou, já começou a riscar as primeiras linhas sobre um tema bem atual: improbidade administrativa. A FOLHA quis saber se a experiência na Câmara é inspiradora. Resposta: ''Tudo aqui me inspira'', admitiu, para completar: ''Gosto do Direito Administrativo''.
Henrique muda...
O ex-vereador Henrique Barros, preso em janeiro com R$ 9,9 mil supostamente oriundos de propina - e nada menos que o desencadeador da crise que entornou de vez o caldo da aparente tranquilidade do Legislativo londrinense - mudou a defesa. Representado nas ações cíveis e criminais pelo criminalista Antônio Carlos Coelho Mendes, Barros nomeou como seu representante o especialista em processo penal Walter Bittar.
... de advogado
Diante da informação de bastidores de que a mudança de nomes também seria mudança de estratégia - comenta-se, por exemplo, a possibilidade de uma suposta delação de Barros ao MP, da qual se esquivara em janeiro -, Bittar resumiu: ''Não tenho nenhum comentário a fazer - só me manifestarei sobre o caso nos autos''.
Origem mantida
O advogado, também professor da UEL, fez uma ressalva: Coelho Mendes advoga para Barros ''apenas na primeira ação'' - justamente a de formação de quadrilha e concussão desencadeada pela prisão de janeiro e no processo em que outros oito vereadores são réus.
Opportunity
A Sanepar divulgou ontem nota oficial negando qualquer tipo de investimento no grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. Segundo a estatal, os recursos que o banqueiro teria aplicado supostamente de forma ilegal em offshores teriam sido repassados a título de dividendos nos sete anos em que o Grupo Opportunity foi sócio da companhia.
Explicações
A Sanepar estava entre as empresas citadas pelo jornal ''O Globo'' em uma reportagem publicada anteontem sobre Operação Satiagraha, da Polícia Federal, que investiga os investimentos de Dantas. A Sanepar respondeu alegando que não poderia ''se responsabilizar pelo destino dado aos recursos''.
Investigação no IML
O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa, deputado Mauro Moraes (PMDB), cobrou rigidez do governo em exigir um ''trabalho profundo'' de investigação para apurar suposto comércio de corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.
- A polícia já investiga três casos de fraude em seguro, todos com uso de cadáveres do IML da capital para forjar morte de segurados.
Perguntinha
Terá a Câmara de Vereadores de Londrina a sua tropa de elite?





