INFORME FOLHA
Bonilha e a ética
O ex-vereador Orlando Bonilha (sem partido) protocolou ontem na subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pedido de informações sobre o procurador jurídico da Câmara, o desembargador aposentado do TJ Airvaldo Stella Alves. Entre outros questionamentos, o ex-vereador quer saber se Alves é inscrito na OAB-PR.
Fruto envenenado
Bonilha não gostou das últimas declarações de Alves sobre os sete vereadores afastados no caso Shirogohan - mais especificamente, ao que o procurador disse, em entrevista à FOLHA, sobre a necessidade de os afastamentos se darem a partir de ''uma investigação séria, profunda'' e não ''na palavra de um delator, a qual é como o fruto de uma árvore envenenada''. Alves deixou a manifestação a cargo da OAB.
Apressadinho
Nem bem a notícia de que sete vereadores foram afastados dos cargos, o ex-vereador e ex-deputado Moisés Leônidas (PP), reapareceu na Câmara. Suplente de Renato Lemes (PRB), um dos afastados, Leônidas passou mais de uma hora ontem no hall de entrada do Legislativo
'Cafezinho'
Questionado pela FOLHA se viera atrás de notícias sobre a suplência, o ex-vereador negou de forma pitoresca: ''Não, não, absolutamente. Estou dando carona para um amigo e ele entrou para tomar um cafezinho''.
Fila
Os outros três suplentes de vereadores que estão na fila para assumir - se o TJ confirmar os afastamentos -, são: João Scaff e Cleidival Fruzeri, pelo PTB, nas vagas de Sidney de Souza e Luiz Carlos Tamarozzi, e Maurício Barros, pelo PT, na vaga de Gláudio Renato de Lima.
Tempo demais
O presidente nacional do Partido Progressista (PP) e ex-ministro da Fazenda, senador Francisco Dornelles (PP/RJ), reclamou do tempo destinado às campanhas eleitorais municipais. Dornelles defende qua a campanha eleitoral poderia ocorrer só em agosto e setembro. ''Antes da TV, fica tudo muito frio. Hoje em dia, o candidato precisa ficar 'inventando' eventos até o início da propaganda eleitoral gratuita (meados de agosto)'', afirma ele.
- Dornelles esteve ontem na capital paranaense para participar de um encontro estadual do PP.
Base forte
O presidente nacional do PP afirma que a legenda está ''dando muita importância'' às eleições municipais e explica: ''Um partido forte deve ter uma base forte. E a base é prefeito e vereador''.
'Carga emocional'
Questionado sobre as alianças feitas pelo PP no Estado, Dornelles deu a entender que as decisões cabem somente aos diretórios municipais? ''Nos municípios existem situações específicas. É um pleito com alta carga emocional''.
Reforma política
O ex-ministro da Fazenda também falou sobre reforma política e a cena econômica. O PP é a favor do voto distrital, por exemplo. Por outro lado, é contra o financiamento público de campanha eleitoral e votação por lista fechada. Em relação à infidelidade partidária, o PP opta pelo meio: ''Somos a favor da fidelidade partidária, mas com algumas cláusulas de escape''.
Inflação
Dornelles acredita que para combater a inflação gerada em função da alta dos preços nos alimentos é preciso ''segurar os gastos do Estado'' e ''dosar a política de crédito''. De qualquer maneira, o ''pico'' (da atual crise econômica) ''já passou'', acredita ele.
Ressaca
O líder da oposição na Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), evitou falar sobre o período de ressaca, após a votação que colocou Maurício Requião no Tribunal de Contas. Em relação aos ''parlamentares da oposição'' que votaram a favor do nome do irmão do governador Requião (PMDB), Rossoni tem sua tese: ''Teve gente que caiu de paixão (pelo Maurício) de última hora''.
Cartões corporativos
Rossoni promete apresentar amanhã, às 13h30, um relatório sobre o uso dos cartões corporativos pelo governo do Estado.
Perguntinha
A Câmara de Londrina terá hoje quórum suficiente para analisar o relatório da Comissão de Ética sobre a suposta quebra de decoro parlamentar do vereador Osvaldo Bergamin no caso da ''funcionária fantasma''?





