Leitor de Uraí: ‘lei seca’
‘‘Sabe o que eu acho da tal lei seca? É o setor público criando dificuldades para vender facilidades. Deu para entender?’’
- Do mesmo leitor: Gente, está no Código de Trânsito: nunca foi permitido dirigir alcoolizado.
Cartas também
Sobre o mesmo assunto, na coluna de Cartas há um comentário do leitor Paulo M. Acquarole, de Londrina. Nossos leitores estão atentos.
Ao Gaeco, com carinho
O leitor Luiz Antonio Zavataro, que é delegado de Polícia em Curitiba, manda um recado ao Gaeco, sobre a amizade colorida entre a Câmara de Londrina e a boate Shirogoham.
n As investigações têm que chegar aos grandes - é o que sugere, em suma.
A inflação de Maílson
Há pelo menos três meses os órgãos oficiais vêm apontando alta dos preços, que tem sido manchetes. O economista Maílson da Nóbrega concorda mas diz que está tudo bem.
- Maílson já foi mais atento aos números. Sua análise está muito macro. Ele não faz compra em supermercados.
Análise independente
Maílson, que é competente, foi ministro de Sarney, que é grande parceiro do atual governo. Sarney quer ser presidente do Senado. Atavismo histórico e doença que pega.
n Seria injusto fazer essa relação?
Multa do Banestado 1
O projeto de resolução do senador Osmar Dias (PDT) pelo fim da multa de R$ 5 milhões aplicada ao governo do Paraná pelo não pagamento de precatórios do extinto Banestado será o primeiro item da pauta de votações da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado da próxima terça-feira.
Multa do Banestado 2
A análise do relatório do senador Valdir Raupp
(PMDB/RO) ao projeto de resolução do senador paranaense foi aprovada, na última terça-feira, pelo presidente da CAE, senador Aloizio Mercadante (PT/SP).
Sem efeito
Resta saber se o projeto de resolução será de fato aplicado, se aprovado pelo plenário do Senado. Proposta para acabar com a multa já havia recebido voto favorável da maioria dos membros do Senado, ano passado, mas o efeito foi zero: a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), ligada ao governo federal, continuou retendo R$ 5 milhões mensalmente dos cofres do Estado.
Agora é diferente
Osmar Dias garante, entretanto, que o texto proposto agora é diferente. O texto anterior foi considerado inconstitucional porque transferia à União a responsabilidade do pagamento dos títulos devidos ao Itaú (que comprou o Banestado na bacia das almas) a partir do desconto de repasses dos Fundos de Participação dos Estados (Santa Catarina e Alagoas) e dos municípios (Osasco e Guarulhos) que emitiram os precatórios.
Ressarcimento?
O objetivo do governo do Paraná também é receber de volta cerca de R$ 200 milhões que já teriam sido pagos à STN, em valores corrigidos.
Cadê a vontade política?
Se o governo Lula quisesse (e se os políticos do Paraná tivessem prestígio) o problema teria sido resolvido há tempo.
n O resto é tudo papo furado.
Política virtual
A Rede de Participação Política do Empresariado propôs aos internautas um debate sobre a questão dos políticos ‘‘ficha suja’’ em um fórum virtual, na internet. O principal assunto é a Lei de Inegibilidade, em discussão no Senado, que pode dificultar o ingresso ou continuação na política de pessoas com pendências na Justiça.
Cabo eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva somente deve subir nos palanques eleitorais a partir do fim de agosto. A previsão é que Lula peça votos aos candidatos a prefeito de algumas das 78 cidades com mais de 200 mil eleitores.
Prudência
A demora para declarar os apoios faz parte de uma estratégia para evitar que a imagem de Lula seja associada a um candidato que virtualmente não tem chances de ir para um segundo turno.
Perguntinha
Após indiciamento de vereadores - agora no escândalo Shirogoham -, teremos novo caso de blindagem de vereador?

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