INFORME FOLHA
Gasosa racionada
Prefeitura de Londrina e conselheiros tutelares entraram em confronto ontem, pela mídia graças à limitação da cota de combustíveis de 120 para 20 litros por semana imposta pela Secretaria Municipal de Gestão Pública. A medida só livrou o Samu e o Siate, atendimentos de emergência.
É pouco
Em entrevistas, ontem, representantes de conselhos reclamaram que não têm conseguido atender toda a demanda dada a suposta falta de condições de locomoção. O deslocamento entre distritos, alegam, praticamente inviabiliza o transporte com 20 litros semanais.
'Por escrito'
Por outro lado, a assessoria da Prefeitura alega que ''todos os órgãos'' que necessitarem de quantidade de combustível acima da cota poderão pleiteá-lo, ''por escrito'', à Secretaria de Gestão, que analisará que o pedido procede ou não.
Evaporação
A administração alega que quer ''fazer economia e chegar ao fim do mandato com as contas em dia''. Se isso acontecerá ou não, por ora, o fato é que na próxima segunda-feira o Executivo fará licitação para adquirir mais de R$ 3,2 milhões justamente em combustíveis.
Máquina a vapor 1
É de impressionar a sutileza (ou a falta dela) com que algumas prefeituras da região de Londrina vêm enaltecendo, em propagandas veiculadas sobretudo na tevê, os ''últimos quatro anos'' de administração de um prefeito ou de outro.
Máquina a vapor 2
Ainda que o agente - não raro, candidato à reeleição ou a plena campanha pelo substituto dos sonhos - não apareça, tem sido complicado identificar, em algumas peças, o caráter institucional autorizado pela legislação.
Olho neles
''Se for agente público usando a estrutura da máquina, isso é no mínimo preocupante'', observa, indagado sobre o assunto, um agente do MP em Londrina. Fica ainda outro alerta: além da infração eleitoral, a Promotoria estará atenta também a eventuais atos de improbidade administrativa caso a estrutura do poder seja usada para fins que não os educativos e/ou institucionais.
Futebol e eleição 1
''Futebol é uma caixinha de surpresa, política nem tanto.'' Do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes (PMDB), de passagem ontem por Curitiba.
Futebol e eleição 2
A frase foi solta após o ministro lembrar sobre sua última visita à Assembléia Legislativa do Paraná, quando sugeriu que Beto Richa (PSDB), prefeito de Curitiba e agora pré-candidato à reeleição, era um candidato imbatível nas urnas. A declaração na época causou um mal-estar geral na turma do PMDB local. Será que a declaração ''discreta'' de ontem terá o mesmo efeito?
'Confusão boa'
Stephanes conta que a confusão que causou por aqui naquela época ''foi até boa'' para o debate, mas que não adianta ''voltar ao assunto''. Tanto que, ao ser questionado sobre o que ele achava do cenário político na Capital, optou pelo desvio: ''Temos muitos candidatos'', brincou.
- O ministro estava ontem em Curitiba para organizar a chegada do presidente Lula (PT) na capital, dia 2, quando será lançado o plano nacional de safra.
Lobinho
Antes da presença do pai no plenário da Assembléia Legislativa, seu filho, o deputado estadual Reinhold Stephanes Júnior (PMDB) recebia ''elogios'' do petebista Jocelito Canto. ''Stephanes Júnior foi um grande Lobinho'', disse Canto, ao se referir ao Dia Estadual do Escoteiro, 23 de abril, criado ontem pelos parlamentares.
- A proposta de criação de um dia para o escoteiro é de co-autoria do filho do ministro.
Em Buenos Aires
O governador Requião (PMDB) viaja hoje para Buenos Aires (Argentina) para participar de um encontro de governadores e prefeitos do Mercosul. Volta dia 1º.
Troca-troca
Assim como ocorreu na última viagem do peemedebista, quem assume o Executivo é o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Antonio Vidal Coelho. É que o vice-governador, Orlando Pessuti, e o presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (DEM), têm parentes que vão disputar as próximas eleições municipais.
- Por lei, candidatos se tornam inelegíveis quando possuem parentes que tenham exercido o governo do Estado num determinado período antes do pleito. Pessuti e Justus se licenciaram ontem dos seus respectivos cargos.
Perguntinha
Chegando ao final da legislatura, vereadores vão aprovar aumentos de salários no Legislativo e Executivo. Terão coragem de aprontar mais essa?





