INFORME FOLHA
Greve de crise
Ao menos no próximo sábado, pode ser que o escândalo na Câmara de Vereadores abra espaço na agenda política de Londrina para outro tipo de debate: serão lançadas candidaturas a prefeito.
Candidaturas
De manhã é a vez do PDT do deputado federal Barbosa Neto e do PTdoB do sindicalista Marcelo Urbaneja; no fim da tarde, quem realiza convenção é o PMDB, para o lançamento da candidatura do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida.
W.O.
Já anunciaram desistência da disputa o deputado federal Alex Canziani (PTB) e o vereador Tercílio Turini (PPS). Ambos devem ser cabos eleitorais de outros candidatos.
Tu lá, eu cá
Ainda que a bandeira tenha sido abraçada pelo pedetista na campanha pela Câmara Federal, em 2006, Alex nega que isso represente apoio declarado a um ou outro candidato. Quando fez a afirmação, há pouco mais de um mês, o parlamentar ainda cogitava apoiar o presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB), contudo, se ele decidisse sair candidato como já cogitou.
Será?
Agora oficialmente afastado do cargo e réu em ações criminais por suposta formação de quadrilha, ainda cogitará Souza a disputa?
Ação popular
A bancada da oposição na Assembléia Legislativa prometeu ontem entrar com uma ação popular na Justiça para obrigar o governo do Estado a pagar sua suposta dívida com a Paranaprevidência - fundo de aposentadoria dos funcionários ativos e inativos do Estado.
Motivo
A decisão ocorre um dia depois de a oposição enfrentar nova derrota na Casa: por 19 votos a 16, o Legislativo rejeitou a criação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar o caso da Paranaprevidência.
Acordo
O deputado estadual Élio Rusch (DEM) disse que, além da ação popular, a bancada da oposição vai formular pedidos de informação à cúpula da Paranaprevidência. O líder do governo do Estado na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), jura que aprovará o envio dos pedidos ao fundo.
Rombo
Para Rusch, é certo que o Estado está em débito com o fundo. A CEI, acrescenta ele, serviria apenas para descobrir o tamanho do rombo.
Vaga no TC
A eleição que definirá o próximo conselheiro do Tribunal de Contas, na Assembléia Legislativa, deve acontecer antes do recesso na Casa, de 17 de julho a 1º de agosto. A cadeira disputada é a do conselheiro Henrique Naigeboren, cuja aposentadoria sai amanhã.
Cargo cobiçado
Nada como uma cadeira no TC - que é vitalícia - para agitar o Legislativo. O governador Requião (PMDB) pretende colocar na vaga seu irmão Maurício, secretário de Estado da Educação.
Apoio a Maurício
O líder Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) garante que Maurício Requião tem apoio suficiente na Casa para vencer a eleição ainda no primeiro turno. O deputado estadual Caíto Quintana (PMDB), afirma Romanelli, não teria colocado seu nome junto à base, ao contrário do que se falava nos corredores da Assembléia. O deputado estadual Durval Amaral (DEM) também está de olho na vaga.
Recordar
Em 2006, quando o governador Requião (PMDB) articulava uma união com o PSDB de Hermas Brandão, sobrou para seu vice, Orlando Pessuti, disputar a vaga disponível no TC, que surgiu com o falecimento de Quielse Crisóstomo da Silva. Mas, com o fim da união partidária, quem herdou a cadeira foi o próprio Hermas Brandão...
Judiciário
Dois nomes do Judiciário brasileiro estarão em Curitiba entre hoje e amanhã. O ministro Nilson Naves, do Superior Tribunal de Justiça, e a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, vêm participar do Encontro de Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura.
Perguntinha
Como fica o PMDB em Londrina depois de perder seus três vereadores - Henrique Barros (renunciou) e os afastados Osvaldo Bergamin e Jamil Janene - na Câmara?





