INFORME FOLHA
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As declarações do ''homem-bomba'' Orlando Bonilha ontem à tarde, na imprensa e no Ministério Público de Londrina, encontraram um uníssono na Câmara entre o presidente da Casa, Sidney de Souza (PTB), e o líder do Executivo, Gláudio Renato de Lima (PT).
'Vingança premiada'
Ambos, que só aceitaram falar com a imprensa transcorridos já boa parte da tarde de sessão e, por tabela, também do depoimento do colega cassado - que os delatou em suposto esquema de propina -, avaliaram, em expressões idênticas, que se trata de ''vingança premiada'', em vez de delação.
Coleguismo x amizade
A vingança seria uma resposta ao resultado da cassação, sábado passado: 18 votos a zero. Bonilha se disse magoado com o resultado: afinal, eram necessários ''apenas'' 10 votos para cassá-lo. ''Em virtude desse vínculo de 11 anos que ele tinha com a Casa, achava que teria a benesse do perdão. Mas coleguismo é diferente de amizade'', apontou o agora desafeto Sidney de Souza, ex-aliado de Bonilha no plenário.
Ventilador
Menos contido nas palavras, o corregedor do Legislativo londrinense, Luiz Carlos Tamarozzi, foi longe: acusou o vereador cassado de ter feito ''ameaças idiotas'' a ele, durante as investigações que culminaram na cassação, mas admitiu não ter provas materiais. ''É um verdadeiro canalha, assaltou a cidade, fez todo tipo de malandragem e agora está em seu devido lugar, preso.''
Blindex
Questionado por uma repórter se ele próprio já teria, afinal, participado - como afirmou Bonilha - participado de esquemas de propina, Tamarozzi respondeu, irritado: ''Isso é pergunta que se faça? Sou corregedor da Câmara, sou blindado pela Promotoria''.
TSE mantém cassação
O ministro Ari Pargendler, do TSE manteve a cassação do vereador de Curitiba Valdenir Dias (PSB). A informação foi divulgada pelo TSE no início da noite de segunda-feira. O TRE do Paraná, no início de abril, decidiu pela perda do mandato por abuso de poder econômico nas eleições de 2004.
Autonomia das Câmaras
''A impressão que eu tenho é que os prefeitos querem se livrar dos vereadores, que têm competência para fiscalizar o Executivo'', disparou ontem o presidente interino da União dos Vereadores do Paraná (Uvepar), Elói Kuhn (PTdoB), sobre a PEC que tramita no Senado e pretende diminuir os recursos para as câmaras brasileiras, ao mesmo tempo que aumenta o número de vereadores para as Casas.
Judiciário na mira
Ontem, durante a reunião semanal da ''escolinha'', o governador Roberto Requião (PMDB) apontou sua metralhadora para o Judiciário, criticando por tabela o desembargador do Tribunal de Justiça Rosene Arão, que determinou a divulgação de dados sobre o uso dos cartões corporativos do governo do Estado, e o juiz federal Edgar Lippmann, do Tribunal Regional Federal da 4 Região, que o proibiu de criticar a imprensa e adversários políticos na TV Educativa.
Transparência
Ao comentar a posição de setores da imprensa sobre a situação do Porto de Paranaguá, Requião afirmou: ''Não posso dizer o que penso porque sou censurado. Não tenho R$ 200 mil que me permitam dizer o que penso. Mas a verdade e os fatos são mais fortes do que o silêncio a que me obrigam. Transparência tem aqui. Não sei se tem transparência nos gabinetes dos juízes que me condenaram ao silêncio''.
Fraude
A Promotoria de Justiça de Palmital propôs ontem uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito do município, Darci José Zolandeck, eleito pelo PDT, e outras nove pessoas. Eles participariam de um suposto esquema de fraude em licitação para a compra de materiais de construção.
Favorecimento
De acordo com o Ministério Público (MP) estadual, o prejuízo para os cofres municipais seria de pouco mais de R$ 86 mil. O MP alega que a licitação, de março de 2006, teria sido fraudada para favorecer o prefeito e uma empresa que é de propriedade da mulher do então secretário de Administração do município.
No vermelho
De acordo com o líder da oposição na Assembléia, Valdir Rossoni (PSDB), a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) vem atrasando os pagamentos de seus fornecedores. Ele questionou a colocação de cartazes publicitários da entidade no hall da Assembléia. ''Por que não colocam um banner explicando como está a saúde financeira da entidade?'', alfinetou.
Perguntinha
O Ministério Público vai apurar as denúncias de Bonilha
Os vereadores citados ontem por Orlando Bonilha irão processá-lo por calúnia e difamação?





