INFORME FOLHA
Apertem os cintos...
Mais uma vez, parlamentares voltam a se preocupar com o sumiço do eleitorado. A preocupação é cíclica, sempre em período pré-eleitoral. Agora é o deputado estadual Douglas Fabrício (PPS) que tem manifestado temor com o recadastramento de eleitores. O deputado lamenta que a região de Campo Mourão perdeu mais de 16 mil eleitores, em dez municípios.
...o eleitor sumiu
Esses eleitores estão com os títulos cancelados e têm somente até 5 de maio para regularizar a situação. Caso contrário, não poderão votar em outubro. Na opinião do deputado, esse não é apenas um problema burocrático, e sim uma conseqüência do não fortalecimento político da região. Parte desses eleitores vota em candidatos de outras regiões.
Pára-quedas
A prática do chamado pára-quedismo na política quando candidatos de regiões distantes conquistam votos em uma determinada localidade, em prejuízo dos candidatos nativos causa há anos transtorno na região de Campo Mourão.
Eleição passada
Há dois anos, a sociedade civil resolveu protestar. Saíram cinco candidatos a deputado estadual na região, e dois a federal. Campo Mourão, cidade-pólo, em 2006 somava 58 mil eleitores (19º maior colégio eleitoral do Estado).
Primo pobre
Apesar do tamanho, a região forte na agroindústria e atividade madeireira estava sem representantes na Assembléia e na Câmara Federal, enquanto que a região de Francisco Beltrão (Sudoeste), por exemplo, já tinha dois deputados estaduais e dois federais.
Concurso suspenso
Foi suspenso, por força de uma liminar, o concurso para contratação de servidores para a prefeitura de Mariópolis (23 km ao sul de Pato Branco). A juíza Jurema Carolina Gomes da Silveira determinou a suspensão do processo seletivo, atendendo ação cautelar movida pelo Ministério Público (MP) do Paraná.
Repeteco
Investigações da Promotoria de Justiça apontam o concurso apresentava várias irregularidades, entre elas a suspeita que a empresa contratada pelo município para fazer o exame ter usado provas já aplicadas em outros concursos. Na ação, a promotoria destaca que a empresa recebeu R$ 20 mil para elaborar as provas, dinheiro pago pelo erário.
Lixão
O Centro de Apoio Operacional das Promotorias do Meio Ambiente, do Ministério Público do Paraná, enviou à Prefeitura de Curitiba uma recomendação administrativa sobre o esgotamento do Aterro Sanitário da Caximba, que só pode receber lixo até o final deste ano.
Grandes geradoras
O MP sustenta que o município deveria suspender o recebimento no aterro de resíduos orgânicos das empresas ditas grandes geradoras de lixo, como supermercados, shoppings e fábricas.
15 dias
No documento, o MP recomenda o fim do envio do lixo orgânico dos grandes geradores à Caximba em até 15 dias, a partir da notificação da administração municipal.
Mudança na Receita
A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) confirmou ontem a troca de comando na Receita Estadual do Paraná. Oficialmente, Luiz Carlos Vieira teria pedido para deixar o cargo de diretor de coordenação do órgão. Em seu lugar, assume Vicente Luís Tezza, auditor fiscal de carreira, mas que chegou a ficar dez anos afastado da função, voltando ao serviço público a convite do governador Roberto Requião.
Ação popular 1
A juíza Vanessa de Souza Camargo, da 4ª Vara da Fazenda Pública, concedeu ontem liminar favorável ao deputado estadual Marcelo Rangel (PPS), referente a uma ação popular contra a publicação impressa do governo do Estado Notícias do Paraná. Entre as supostas irregularidades da publicação, segundo Rangel, estaria a falta de expediente, ou seja, não haveria qualquer identificação sobre o autor do impresso.
Ação popular 2
Como a publicação já foi distribuída, a juíza apenas determinou que o Executivo não repita as mesmas supostas irregularidades em publicações futuras. Ontem, Rangel também entrou com outra ação popular contra o impresso Educação Dia-a-Dia Melhor. Ele tenta impedir, liminarmente, a distribuição dos exemplares (650 mil), que apresentariam, segundo ele, os mesmos problemas do Notícias do Paraná.
Perguntinha
As declarações do ex-vereador Henrique Barros divulgadas pela Justiça são só a ponta do iceberg?





