Arquivo vivo


De uma pessoa próxima ao agora ex-vereador Orlando Bonilha (PR), ontem, um dia depois da renúncia do vereador denunciado pelo Ministério Público (MP) em seis ações: ''Ele é um arquivo vivo''. Para bom entendedor, duas palavras bastam.



Um por todos...


Depois do episódio em que negou, a uma emissora de tevê, ser ''a única batata podre'' no saco do Legislativo, Bonilha evitou qualquer outro tipo de comparação que pudesse colocá-lo (ou colocar mais alguém) em ''saia justa'' perante a opinião pública. Ontem, porém, o advogado dele, Ronaldo Neves, sinalizou: ''Se você corrompe alguém para ter uma lei, sozinho essa lei não existe. O Bonilha, sozinho, não faria nada - se há desonestidade, ela tem que ser conjunta''. Para bom entendedor...



... e todos por?

O fato é que, se alguém esperava o fim (ou, ao menos, a diminuição) da sangria pública da Câmara com a renúncia do ex-açougueiro e ex-presidente da Casa, muita desilusão deve vir pela frente - a contar pelas investigações em curso, no Ministério Público, e também pela análise do caminho das leis investigadas. Afinal, de fato, Bonilha não as fez sozinho.


Segurança e saúde

A semana começa corrida na Assembléia Legislativa, após o feriado prolongado de Páscoa dos deputados - que iniciou na última quinta-feira. Na segunda-feira, acontece na Comissão de Segurança da Casa a reunião dos deputados com o secretário Luiz Fernando Delazari (Segurança Pública), que será convidado a prestar esclarecimentos sobre crimes e violência em Curitiba.


Em abril

Como Delazari foi apenas convidado e não oficialmente convocado, o dia da audiência será escolhido pelo próprio secretário, provavelmente em abril.



Hospitais

Na terça-feira, dia 25, é a vez do secretário estadual da Saúde, o sanitarista Gilberto Martin, ir até a Assembléia, na Comissão de Saúde, para falar sobre os 24 hospitais que estão em construção há quase dois anos e deveriam ter sido entregues ano passado. Os deputados querem saber em que pé estão as obras e os motivos do atraso.


UTI

Outro ponto que será discutido é o número de leitos de UTI disponíveis pelo SUS no Paraná. Os índices de doenças no Estado - como febre amarela e dengue - também devem ser abordados.


Balanço

Segundo balanço divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, foram julgados mais de quatro mil processos nos últimos três anos. Os processos relativos especificamente à infidelidade partidária totalizam 1.076 e foram autuados, distribuídos e julgados de outubro de 2007 a 14 de março deste ano.


Curso em Londrina

Apucarana e Londrina são os próximos municípios a receber o curso de formação política do PPS do Paraná. Os eventos acontecem nos dias 28 (sexta-feira) e 29 (sábado) deste mês. Os eventos devem reunir os pré-candidatos a vereador dos municípios que ficam próximos das duas cidades-pólo.


Exigências

Aos possíveis candidatos do PPS é exigido que não contratem parentes até terceiro grau, que autorizem a abertura dos sigilos bancário e fiscal e, para os prefeitos eleitos, as exigências incluem um programa mínimo de governo, com objetivos e metas, ano a ano.



Maringá

As restrições impostas aos gestores públicos em período eleitoral e no último ano de mandato são o tema de uma série de seminários que o Tribunal de Contas realiza no interior. Na terça-feira (dia 25), o seminário ''Gestão Pública em Final de Mandato'' será realizado em Maringá, na Câmara Municipal.


Agenda

Os próximos eventos serão em Pato Branco (Sudoeste), em 8 de abril, e Londrina, dia 29 de abril. Já foram realizados encontros em Curitiba e Santa Helena (região Oeste).


Proibido

A Lei de Responsabilidade Fiscal e a lei eleitoral impõem limitações aos gestores públicos em seu último ano de mandato. As mais importantes são as restrições para contratação de pessoal e a concessão de aumentos salariais para o funcionalismo, além da obrigatoriedade de previsão de receitas para o pagamento de dívidas. Gestores com contas desaprovadas pelo TCE podem ser declarados inelegíveis pela Justiça Eleitoral.



Sigilo

''Essa discussão de abrir ou não os dados na CPI de cartões está fora de foco. Não é o cartão que é sigiloso, a despesa, por lei, que tem caráter sigiloso.'' Do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), sobre a CPI dos Cartões.


Perguntinha

Então gastar com tapioca e produtos supérfluos em free shop é sigiloso?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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