Jiu Jitsu

''A prática do Jiu Jitsu é benéfica para os empresários porque a atividade empresarial é competitiva tanto quanto o esporte. E o esporte é uma arte muito saudável de convivência, amizade e lealdade.''



Estratégia do esporte

''O esporte tem muito a ensinar sobre estratégia, estudo do comportamento dos adversários, controle dos nervos, etc.''



Experiência própria

As frases são do jovem empresário João Rodrigo Milanez, formado em marketing e propaganda e produtor de vídeos.



Arte suave

Praticante de Jiu Jitsu e Kick Boxing, Rodrigo sugere que empresários - e qualquer pessoa - pratiquem alguma atividade esportiva. Isso vai refletir positivamente no desempenho profissional.



Político fica fora

Mudando de assunto, cabe perguntar: que esporte seria compatível com a postura dos políticos, hein? Nenhum? Talvez nenhum porque todo esporte apregoa lealdade, honestidade, camaradagem - atributos excluídos da agenda política.



Outras lutas

Pensando bem, a Câmara de Londrina hoje, por exemplo, está mais para o ''Vale Tudo'', aquela luta muito louca, de pouca técnica, nenhuma elegância mas pesada, bem pesada.



E o Congresso?

O Congresso não luta, não persegue nenhum objetivo. E não tem desportividade alguma porque não há o, digamos, ''desporto perverso'', modalidade em que senadores e deputados seriam grandes craques.



Prisão negada


A juíza substituta da 3 Vara Criminal, Elizabeth Khater, negou pedido de prisão temporária dos vereadores afastados Renato Araújo (PP), Osvaldo Bergamin (PMDB) e Orlando Bonilha (PR) feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no inquérito que apura cobrança de propina para aprovação do projeto de lei que fez a doação de um terreno de R$ 480 mil, no Lago Igapó I, a Marcelo Caldarelli, no final de 2005.


Asssessor escapa


Também se livrou da prisão provisória o assessor de Bergamin, Júlio César de Lima Romagnolli - que teria recebido em sua conta bancária um depósito de R$ 6 mil de Caldarelli.


Cobrança de propina


No inquérito, é investigada a lista de nove nomes de vereadores por suspeita de cobrança de propina. O inquérito deve ser concluído até a semana que vem - e na sequência dará lugar a mais uma ação contra membros da Câmara Municipal. Não se sabe ainda quantos vereadores serão indiciados - mas especula-se que são pelo menos três.



Silêncio


Os membros do Gaeco não quiseram se pronunciar ontem sobre a decisão da juíza Elizabeth Khater.


Recurso


Os agravos de instrumentos dos vereadores afastados, Osvaldo Bergamin (PMDB) e Flávio Vedoato (PSC), visando retomar o mandato, foram distribuídos ontem no Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba, para a desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima - a mesma que negou os pleitos de Orlando Bonilha (PR) e Renato Araújo (PP). A decisão pode sair nesta quinta-feira.



Nuvens negras

Os promotores estão fechando o cerco contra a Câmara de Londrina. Uma onda de ações - o ex-presidente Orlando Bonilha contabiliza a sexta contra ele - mantém o Legislativo municipal mergulhado numa crise sem precedentes. Os próprios vereadores admitem que é constrangedor representar a Câmara.


O eleitor

''Constrangida está a população londrinense.'' Comentário de leitor da FOLHA, por e-mail.


Problema generalizado

O Legislativo de Londrina pode ser o único no olho do furacão, mas nem de longe está sozinho nos problemas de corrupção. Onde vai estourar o próximo escândalo? Só depende de investigação.


Opinião pública

Tem sido bastante acessado por pré-candidatos o material sobre ''técnicas de manipulação da opinião pública'', do site Política para Políticos. O eleitor que se cuide.


Perguntinha

Não seria mais saudável para a democracia aumentar o número de promotores e procuradores ao invés de parlamentares no Brasil?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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