INFORME FOLHA
Quem será responsabilizado?
Enquanto o governo do Estado briga com os transgênicos, as multinacionais inundam o Paraná de veneno. Veneno em excesso é prejuízo. Quem vai responder?
Projeto abandonado
O Paraná abandonou um conhecimento que estava consolidado há 30 anos. Abandonou o controle biológico de pragas. Que pena! Uma tecnologia que beneficiava o ambiente e o bolso do produtor.
Ninguém reagiu?
Na verdade, o desinteresse começou no tempo de Lerner. Mas atual governo não se interessou pela reinserção da técnica. Não usou a boa estrutura da Emater. E como a Emater permitiu isso, gente?! E a classe agronômica, cadê?
Havia um ideal
Quinze anos atrás, a Emater teve um papel histórico na difusão do manejo. A eficiência da sua estrutura e a credibilidade dos técnicos foram decisivos na adoção da técnica pelos produtores. De repente...
Só discurso
O discurso (ideológico) condena os transgênicos mas o que mata mesmo é o agrotóxico. Faltam orientação e fiscalização. Resta saber em qual lata de lixo jogaram o receituário agronômico.
Quem perdeu?
No puro proselitismo dos transgênicos (uma discussão estéril em cima de uma guerra perdida, porque a semente transgênica entrou pela porta da cozinha) quem perdeu?
Está na cara!
Perderam os produtores, que não economizaram no custo de produção; perderam os consumidores e o ambiente. Os ambientalistas tiveram uma vitória de pirro aplaudindo os discursos contra os transgênicos. Ridículo!
Embrapa: relaxamento
Na sua entrevista à FOLHA, o novo chefe da Embrapa Soja foi direto: ''Houve relaxamento ao levar a tecnologia ao produtor. Continuamos a fazer pesquisa mas em termos de difusão e assistência técnica, houve descuido''.
Mea culpa
A Embrapa assume a sua parte na culpa. Mas, convenhamos, a Embrapa gerou a técnica e a terefa de levá-la ao campo é da extensão. As cooperativas, certamente não: elas são vendedoras de insumos.
Depoimento e lista
O assessor parlamentar do vereador Osvaldo Bergamin (PMDB), Júlio Romagnole, prestou depoimento ontem ao Ministério Público (MP) sobre a lista com os nomes de nove vereadores que está sendo investigada pela promotoria. Não falou à imprensa ao deixar o MP e os promotores também silenciaram sobre a investigação. Associado ao depoimento está um depósito de R$ 5 mil em conta bancária que seria oriundo de propina.
Autoria
A lista, que teria sido escrita pelo vereador Renato Araújo (PP), discrimina nomes, valores e as palavras ''cheque'' e a abreviação ''din''. O documento foi entregue à promotoria pelo ex-presidente do Londrina Esporte Clube, Marcelo Caldareli, que se diz vítima de achaque na Câmara. Caldareli recebeu a doação de um terreno de 3.200 m2 na beira do lago Igapó.
'Batata podre'
E numa mudança radical em sua estratégia, o vereador Orlando Bonilha (PR), que teve solicitada a cassação de seu mandato, disse ontem a uma emissora de TV que não pode aceitar ser ''a única batata podre'' da Câmara.
Ameaça
''Se sou o chefe (de uma quadrilha), tem que ter mais gente que eu chefio'', disse Bonilha. E fulminou que, se for para cassar seu mandato, ''tem que cassar outros também (...) que têm conhecimento bem profundo destes fatos''. Ele prometeu colocar os pingos nos iis a partir de terça-feira, na Câmara Municipal.
Cana Neles
É hoje a manifestação do grupo ''Cana Neles'', no Calçadão, em Londrina, a partir das 10 horas. O objetivo é divulgar as ações que estão sendo movidas pelo Ministério Público contra os vereadores. Em ano eleitoral, o desgaste pode ser fatal em outubro...
Biblioteca
O grupo ainda pretende organizar a chamada ''Biblioteca da Corrupção''. Bem que essa moda poderia pegar. Só que, no caso do Brasil, faltaria espaço para guardar tanta informação.
Serlopar
Deve chegar em breve ao plenário da Assembléia Legislativa o projeto do Executivo que determina a transferência do imóvel que pertencia à extinta Serlopar, o Serviço de Loterias do Estado do Paraná. Extinta oficialmente no ano passado, a Serlopar estava desativada desde 2003.
Sem comissionados
Mas o mais interessante da proposta está num detalhe. Em reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os deputados da Oposição conseguiram aprovar, por seis votos a cinco, uma emenda ao projeto determinando que os cargos em comissão da Serlopar sejam extintos.
Difícil de entender
''Se a Serlopar não existe mais, por que manter os cargos?'', questionou o deputado Valdir Rossoni (PSDB). O projeto não tem data definida para ir a votação no plenário. Depois, precisa passar pelo crivo do governador Roberto Requião (PMDB) para virar lei.
Perguntinha
Está mais difícil organizar os intergrantes da CPI do que investigar os cartões corporativos?
Equipe da Folha
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