INFORME FOLHA
Cana Neles!
Todo movimento contra corrupção é válido. Todos devem participar e romper com o estigma de que brasileiro não reage. Está surgindo o movimento ''Cana Neles'', em função do escândalo na Câmara de Londrina.
Exemplo negativo
A princípio é merecedor de confiança. Mas não custa desconfiar, diante do fiasco que foi o ''Pés Vermelhos, Mãos limpas'', não pelo que fez, mas porque não teve ânimo para mais nada. Mostrou que o foco era único e pronto.
Boquinha
Aquele movimento rendeu emprego na prefeitura para pelo menos um dos seus articulares, lembrava ontem um leitor da Zona Norte.
Coincidência?
Desconfiômetro: houve tantos escândalos nos últimos anos neste Brasil. Houve abusos e imoralidades. Houve agressão ao povo. Ninguém se mexeu...
De carona
Agora estão mirando a Câmara. Há quem afirme: vão chutar cachorro morto. É bom deixar claro que o escândalo na Câmara veio à tona por mérito do Ministério Público.
É saudável
Nenhuma restrição às pessoas que buscam notoriedade através do movimento. A sociedade tem que se mobilizar mesmo. É positivo, num momento em que até a UNE (quem diria!) está anestesiada. Comprada, segundo Lúcia Hipólito.
Porém...
Mas não seria mais eficaz se os precursores desse canavial optassem por acompanhar, apoiar - e cobrar mais efetividade nas ações do MP?
Cara a tapa
Falar é fácil. Difícil é citar nomes. Nelson Dequech, diretor do Instituto do Câncer de Londrina, cujo nome acabou entrando no escândalo da Câmara, admitiu que não tem provas, mas deu a cara a tapa no caso Bonilha e não se negou a dar entrevistas. E os três empresários ''vítimas'' de Henrique Barros? Alguém viu?
Reserva
O ministro Cezar Peluso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu provimento ao recurso do Ministério Público Eleitoral no Paraná para aumentar a pena de Jorge Augusto Hornung, filho do prefeito de Reserva (98 km ao norte de Ponta Grossa), Frederico Bittencourt Hornung (PTC). O filho do prefeito foi condenado por transporte ilegal de eleitores durante as eleições de 2004.
Menor
Peluso restabeleceu a pena mínima de quatro anos de reclusão, reformando o julgamento da corte paranaense que, devido à menoridade do acusado, reduzira a pena para dois anos e nove meses.
Mínimo legal
O ministro citou a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para esclarecer que a incidência de atenuante como a menoridade ''não pode levar à redução da pena abaixo do mínimo legal'', que nesse caso é de reclusão de quatro anos, conforme a Lei 6.091/74.
Eleição direta
Já tem parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa o projeto de lei que prevê eleições diretas para a direção do Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba. Atualmente, a escolha da direção é feita pelo governo do Estado.
Revolta na escola
Ano passado, estudantes se revoltaram, pedindo a saída da diretora Maria Madselva. Na CCJ, apenas o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), foi contra o projeto, de autoria do também peemedebista Mauro Moraes.
Tramitação
O próximo passo é a votação do projeto no plenário. Depois, segue para a sanção ou veto do governador Roberto Requião (PMDB).
PSOL 1
Além de Curitiba, que tem como pré-candidata a prefeita a ex-deputada federal Dra. Clair (ex-PT), o PSOL planeja lançar candidatos majoritários nas principais cidades do Estado. O debate sobre candidaturas do partido em Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Cascavel foram iniciados na reunião do diretório estadual, este mês. Foz do Iguaçu também aguarda definição para as próximas semanas.
PSOL 2
''Estamos trabalhando para criar estrutura nas cidades-pólo e, a partir daí, avançar para os demais municípios'', disse Luis Felipe Bergmann, presidente estadual do PSOL.
Escrivão
A Corregedoria Geral da Justiça do Paraná vai instaurar processo administrativo contra o escrivão de um cartório judicial por direcionamento de clientela. O caso foi constatado e denunciado pela Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná.
Direcionados
Segundo informações da OAB nacional, o escrivão orientava as pessoas que compareciam ao balcão do cartório em busca de assistência jurídica a procurar o escritório de um determinado advogado. O corregedor-geral da Justiça, desembargador Leonardo Lustosa, diz que, ao direcionar o usuário a determinado escritório, o escrivão violou normas éticas do Código de Organização e Divisão Judiciárias e do Regulamento das Penalidades Aplicáveis aos Auxiliares da Justiça.
Imposto de Renda
''Estamos estudando algumas medidas no Imposto de Renda da Pessoa Física. Ainda não estão definidas, mas certamente vão beneficiar uma parte da população, que vai pagar menos''. Do ministro Guido Mantega (Fazenda), tentando fazer um afago na classe média.
Perguntinha
Dá para acreditar na promessa do ministro?
Equipe da Folha
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