INFORME FOLHA
'A Voz de Brasília'
A mudança de horário de ''A Voz do Brasil'' (que, conforme editorial da FOLHA, deveria se chamar ''A Voz de Brasília'') é uma luta justa das rádios. Para o público, porém, não altera muito.
Como assim?
A mídia no Brasil dá notíciais oficiais o dia inteiro. As grandes redes de TV e rádio ''só sabem pegar leve'', como dizem os leitores. Há exceções. Atenção, há exeções. Portanto, ''A Voz do Brasil'' está em qualquer horário.
Exemplo?
Dias atrás, enquanto o povo se indignava com os escândalos dos cartões, as emissoras - e também alguns jornais - entrevistavam o senador Eduardo Suplicy. Nada a ver com o escândalo. Coisas assim.
Quase tudo é oficial
O governo criou uma TV estatal (que chama de TV Pública). Não precisava: ele tem as redes de TV à dispoisção. Uma delas é a mesma que prosperou no tempo da ditadura, relutou na hora das ''Diretas Já''. Mas hoje é íntima do governo.
Gafe
Ontem, na formatura de 165 novos militares, em Londrina, o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, não ajudou a melhorar a imagem da Coordenadoria da Região Metropolitana, que vem sendo acusada de falta de ação desde que foi criada. Ao se referir à coordenadora, Elza Correia, o secretário a chamou sempre de ''deputada''.
Derrota
Elza, que teve uma passagem marcante pela Câmara de Vereadores até 2002 - reconhecida até pelos adversários -, foi derrotada na primeira reeleição de deputada estadual, em 2006, após uma atuação afinada com o governo Requião. Na coordenadoria da Comel, ela tem status de secretária de Estado.
Destaque
A última aparição de Elza Correia antes da formatura no 5º BPM foi no desfile das escolas de samba de Londrina no início do mês. Destaque da Gaviões, ela viu a escola perder sua primeira disputa após cinco anos em primeiro lugar. A sua performance pessoal, porém, foi bastante elogiada - especialmente pela platéia masculina...
Dívida
O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná julgou favorável o mérito do mandado de segurança da Prefeitura de Curitiba, que contestou em agosto do ano passado a inclusão do município no Cadastro de Inadimplentes (Cadin) do governo estadual. Os desembargadores da 5Vara Cível entenderam que a prefeitura não tem dívidas com o governo estadual referentes à criação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Lenha na fogueira
Essa dívida é mais um dos ingredientes na relação conturbada entre o prefeito Beto Richa (PSDB) e o governador Roberto Requião (PMDB). O clima azedou quando o prefeito decidiu apoiar a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo, em 2006.
FDU
A suposta dívida vem sendo usada pelo governo como argumento para retenção de financiamentos de R$ 63 milhões do Fundo, que é administrado pelo Estado. Os recursos seriam destinados a obras de infra-estrutura urbana na capital.
Supervisão
O secretário-geral do PMDB do Paraná, João Arruda, propôs a formação de uma Comissão de Supervisão para administrar as discussões das pré-candidaturas do partido, além de fazer o meio-de-campo com possíveis aliados.
No controle
A princípio, a comissão seria formada por figurinhas carimbadas do PMDB: o líder do governo na Assembléia, deputado Luiz Cláudio Romanelli, o deputado estadual e presidente estadual Waldyr Pugliesi, o vice-governador Orlando Pessuti e o secretário de Educação, Maurício Requião, irmão do governador Roberto Requião (PMDB).
E-mails falsos
O Ministério Público Federal (MPF) alerta que não envia e-mails para fazer intimações nem para divulgar o brasão do MPF -que, aliás, não existe. Algumas pessoas entraram em contato com a Procuradoria Geral da República (PGR) informando que receberam correios eletrônicos em nome do MPF, com supostas intimações para comparecer a falsas audiências.
Golpe
São e-mails que trazem um link ''clique aqui'', com isso um programa invade o computador e pega todos os dados, como senhas de contas bancárias e de cartões de crédito. Por isso, a Secretaria de Tecnologia da Informação do MPF orienta que as pessoas não abram esses e-mails e apaguem os links imediatamente.
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Polêmica
O senador Flávio Arns (PT-PR) enviou ofícios a diversos órgãos de saúde e que representam a classe médica questionando a iniciativa do Ministério da Saúde em distribuir pílulas do dia seguinte por meio do serviço público de saúde.
Aborto?
Um dos argumentos utilizados por Arns é o de que a medida do Ministério incentiva a prática do aborto.
Perguntinha
Por acaso a bancada de oposição tem alguma dúvida de que a CPI dos cartões corporativos será chapa-branca?
Equipe da Folha
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