INFORME FOLHA
Contra o corporativismo
Aos poucos as pessoas vão perdendo o medo e rompendo conforto do corporativismo - pernicioso para a sociedade. A professora Maria H.G. de Castro, secretária da Educação de São Pualo, está recebendo elogios pela sua entrevista à Veja.
Nem tudo está perdido
Diretores de escolas ligaram para a FOLHA sugerindo a leitura da entrevista para ''um monte de colegas e autoridades''. Tem gente no limite da paciência. Estão dizendo que o Brasil tem jeito.
Dança das cadeiras
Bernardo Pellegrini pediu demissão do cargo de diretor de Marketing da Sercomtel. Em seu lugar, assume Ricardo da Guia Rosa, até então chefe do Núcleo de Comunicação da prefeitura, que passa o posto para Salvador Francisco.
É particular
Em nota oficial, o prefeito Nedson informou que Pellegrini alegou ''questões particulares''. É a segunda vez em 10 dias que um membro da administração pede demissão usando esse argumento. O primeiro foi o ex-secretário de Gestão Pública, Jacks Dias, braço direito de Nedson.
Marketing e eleições
Mudanças como essas são comuns em ano eleitoral. Jacks já admitiu que vai ajudar na campanha do pré-candidato à Prefeitura de Londrina, André Vargas (PT). E como marketing é tudo que um candidato mais precisa...
Pontualidade
A alegria dos torcedores na apresentação do volante Zé Elias contrastava com as caras amarradas dos dirigentes do Londrina, ontem à tarde, no Catuaí Shopping. Motivo: os responsáveis pelo marketing do clube chegaram após meia hora depois do início do evento.
Pedágio furado
O presidente do Conselho de Ética da Assembléia Legislativa, Pedro Ivo Ilkiv (PT), disse ontem que não recebeu denúncia formal sobre o fato de o líder do governo, Luiz C. Romanelli (PMDB), ter passado sem pagar em três praças de pedágio. Sem denúncia, o conselho não pode investigar a conduta do peemedebista.
Não
O líder da oposição, Valdir Rossoni (PSDB), adiantou a jornalistas que não vai denunciar o líder governista. Algum deputado vai fazer isso?
Zen
Não é à toa que Romanelli diz estar tranquilo. ''Não tenho nenhum receio de enfrentar uma discussão sobre isso. Provavelmente quem for propor isso também proponha um título de cidadão honorário para os donos do pedágio'', provocou.
Infiéis
Há uma grande quantidade de pedidos de perda de mandato por infidelidade partidária. São 1.198 pedidos distribuídos da seguinte forma: 1.178 contra vereadores e suplentes, seis contra deputados estaduais e 14 de justa causa.
Repetidos
Como vários políticos tiveram diversos requerentes (partido político, suplente e Ministério Público), a quantidade de pedidos é superior à de processados.
Cartões corporativos
O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) defendeu ontem uma redefinição do que deve ser tratado como sigiloso em relação aos gastos do governo. Na opinião dele, a polêmica em torno dos cartões revelou abusos no número de cartões e nas despesas, mas também colocou em pauta o que é efetivamente assunto de segurança ou não.
Na trave
Fruet tentou duas vezes pedir informações que foram respondidas pelo governo com restrições de sigilo. O primeiro diz respeito aos gastos da Petrobras com publicidade. Os dados foram enviados ao deputado em envelope lacrado e classificados como ''reservados'', o que significa que não puderam ser abertos. A classificação foi considerada pelo deputado como ilegal e abusiva.
Na marra
O governo também tratou como sigilosas informações sobre o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades. Nos dois casos, o deputado recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo a liberação dos dados.
Ultraje
''A imagem de nossos políticos é muito suja e independente se o ministro está certo ou errado, um cartão corporativo onde se pode gastar R$ 30 mil está além da realidade do povo brasileiro. Onde muitos sobreviven de restos, é ultrajante tanta mordomia''. Comentário de leitor da FOLHA.
Perguntinha
Muitas polêmicas na 'escolinha' de hoje?
Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br





