Ao meu vizinho

Cidadão liga para a FOLHA e comenta sobre a ''encrenca'' que pode ter arrumado com o vizinho político.



'Arrumei sarna'
''Sou vizinho de um político e nos cumprimentamos cordialmente. As crianças estudam no mesmo estabelecimento. As esposas têm boa amizade. Sinto que de uma hora para outra isso vai acabar.''



Bendito adesivo
''É que acabei de colocar um adesivo no carro com aquela frase: 'Eu tenho vergonha dos políticos brasileiros'. E agora? Ele nunca mais vai falar comigo.''



Pensando bem
''Às vezes não, ao mesmo tempo acho que ele não vai ligar muito. Acho que ele concorda. No fundo no fundo todos eles concordam.''



Joaquim Barbosa
O empresário José Eduardo de Andrade Vieira, encerra seu artigo sobre perspectiva 2008 (FOLHA DE LONDRINA, 30/12) citando o ministro do Supremo Tribunal Federal. Não foi por acaso, Joaquim Barbosa foi aplaudido por milhões de brasileiros ao condenar mensaleiros, acusados de corrupção.


Dá para acreditar
E José Eduardo fala das razões para se acreditar na moralidade. Em 2007 houve momentos positivos. O Judiciário mostra certa independência, puxado pela atitude de do ministro Joaquim Barbosa. E o Congresso de forma inusitada também deixa sua subserviência e vota contra a CPMF.


Justiça fazendo justiça
No caso do STF , Joaquim Barbosa colocou em prática a teoria de que a lei é para todos. Não transige no combate à desigualdade e patrimonialismo. Fazer isso no Brasil, hoje, exige muita determinação.


Caso dos mensaleiros
Essa qualidade não falta ao ministro do STF. Ao condenar os 40 mensaleiros, Barbosa elevou o nome do Poder Judiciário. Mostrou independência.


Amigos do presidente
Afinal, muitos dos mensaleiros frequentam o Palácio do Planalto e são amigos do presidente Lula. E foi Lula quem nomeou Barbosa para o Supremo. E segundo a ISTOÉ Barbosa votou em Lula.



No devido lugar
Os mensaleiros, muitos do partido do governo, agora respondem por processo terminal por terem montado um esquema de arrecadação ilegal.



Regras para motos 1
As novas normas de segurança para o transporte de carga em motocicletas estão em vigor desde ontem. Tudo para reduzir os índices de acidentes envolvendo motos. Quem não se adequar, será multado.

Regras para motos 2
Segundo as regras definidas pela Resolução 219 do Conselho Nacional do Trânsito (Contran), as cargas transportadas em motos precisam agora ser levadas dentro de um dispositivo fechado (uma espécie de baú) ou em aberto (em grelha), com identificação da placa na cor vermelha e uniforme para os condutores com coletes que tenham faixas retrorefletivas e fluorescentes.


Pedágio x motos
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) deve encaminhar à Justiça nos próximos dias o recurso contra a derrubada da Lei Estadual 15.722/2007, que isentava motos e similares do pedágio. O benefício só vigorou de 18 a 22 de dezembro, porque as concessionárias conseguiram derrubar a lei na Justiça.


Segurança
O Orçamento do Estado para o próximo ano aumentou em 15% o dinheiro para a área de Segurança Pública, de R$ 809,8 milhões para R$ 933 milhões. O orçamento foi sancionado pelo governador na semana passada e prioriza as áreas de educação e saúde.


Valores
Os R$ 19,9 bilhões do total do orçamento incluem os orçamentos do Estado (R$ 17,4 bilhões), autarquias e fundos (R$ 1,3 bilhão) e empresas públicas de caráter independente, como a Copel e a Sanepar (R$ 1,3 bilhão).



Reformas
As obras previstas no Poder Legislativo nacional deverão comprometer quase R$ 180 milhões dos cofres públicos em 2008. Entre Senado, Câmara dos Deputados e Tribunal de Contas da União (TCU), estão divididos os R$ 179,3 milhões destinados a construções, ampliações e reformas nos órgãos. Com esse dinheiro daria para construir, por exemplo, nove mil casas populares para famílias de baixa renda. Os dados foram divulgados pela ONG Contas Abertas.


Câmara
A Câmara detém o maior volume de recursos, que correspondem a R$ 81 milhões, enquanto o TCU dispõe de R$ 58,3 milhões. Para o Senado, são R$ 39,9 milhões.


Perguntinha
Em vez de reformas nos prédios - que custam milhões de reais, não seria mais útil reformar o conteúdo do Congresso Nacional?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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